Trump suspende lei de moradias populares para pressionar Congresso a votar projeto sobre regras eleitorais
Donald Trump suspendeu a sanção de uma lei de moradias populares para pressionar o Congresso a votar o "SAVE America Act" nesta quarta-feira (24). O projeto exige a comprovação de cidadania no registro eleitoral e prevê sanções criminais a autoridades que descumprirem a norma
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/a/D/N4hgRFSou7t6EgNjkRLg/2026-03-04t203241z-1688915675-rc2wxja5kh47-rtrmadp-3-usa-trump.jpg)
Donald Trump suspendeu a assinatura de uma legislação bipartidária que visava agilizar a construção de moradias populares para forçar o Congresso a votar, ainda nesta quarta-feira (24), um projeto de lei de seu interesse. O presidente dos Estados Unidos declarou, no domingo (8), que não sancionará nenhuma outra medida até que o Legislativo aprove a proposta denominada "SAVE America Act", voltada às regras eleitorais do país.
Através da rede social Truth Social, Trump defendeu a prioridade imediata do projeto, alegando que a medida possui amplo apoio popular. Na mesma publicação, o presidente manifestou apoio ao ativista conservador Scott Pressler, que sugeriu a utilização do filibuster — recurso parlamentar para prolongar debates no Senado — como estratégia para assegurar a votação da proposta.
O "SAVE America Act" estabelece a obrigatoriedade de comprovação de cidadania no ato do registro para votar nas eleições de meio de mandato, marcadas para novembro. O texto prevê, ainda, a aplicação de sanções criminais a autoridades eleitorais que registrarem eleitores sem a documentação necessária. A Casa Branca justifica a medida como uma forma de impedir a interferência de estrangeiros nas eleições, embora a votação por não cidadãos e imigrantes ilegais já seja proibida. Trump, contudo, sustenta que tais irregularidades ocorreram nos últimos anos.
Apesar da promessa presidencial de bloquear novas sanções, a legislação norte-americana prevê que, se o presidente não se manifestar sobre um projeto aprovado em até 10 dias com o Congresso em sessão, a medida torna-se lei automaticamente.
A proposta gera divergências políticas. Democratas argumentam que o objetivo é restringir o acesso ao voto para prejudicar o desempenho do partido, que é apontado por analistas independentes como favorito a assumir o controle da Câmara. Por outro lado, republicanos sentem a pressão de derrotas recentes em eleições especiais. A eventual maioria democrata na Câmara poderia dificultar a governabilidade de Trump nos dois anos finais de seu mandato.