Trump utiliza sucesso da missão Artemis II para reafirmar a liderança espacial dos Estados Unidos
Donald Trump realizou um diálogo com a tripulação da missão Artemis II durante o retorno da nave Orion à Terra. O presidente afirmou que o programa visa estabelecer infraestruturas permanentes na Lua para preparar missões a Marte. A operação incluiu o sobrevoo da face oculta do satélite por astronautas dos Estados Unidos e do Canadá
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Donald Trump utilizou o êxito da missão Artemis II para reafirmar a hegemonia dos Estados Unidos na exploração espacial, estabelecendo um diálogo ao vivo da Casa Branca com a tripulação da nave Orion durante o retorno à Terra. Acompanhado pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, o presidente promoveu o primeiro contato direto entre um mandatário americano e astronautas regressando de uma jornada lunar em mais de cinquenta anos.
A tripulação, composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, relatou a conclusão dos objetivos da viagem, que incluiu o sobrevoo da face oculta da Lua. O comandante Reid Wiseman ressaltou o impacto de observar essa região do satélite, enquanto Christina Koch descreveu a percepção de fragilidade da Terra ao reencontrar o planeta após a passagem pelo lado oculto. Koch também detalhou a complexidade técnica da missão, destacando a experiência de realizar o controle manual da nave em espaço profundo.
A dimensão multilateral do programa foi representada pelo canadense Jeremy Hansen, que enfatizou a cooperação internacional inerente ao projeto Artemis. No entanto, a narrativa presidencial focou na rivalidade geopolítica, especialmente contra a China, que planeja enviar astronautas à Lua até 2030 e já registrou feitos como a coleta de amostras e o envio de sondas à face oculta do satélite.
Trump reivindicou a autoria do relançamento da exploração lunar tripulada, classificando o programa Artemis como seu projeto. O presidente declarou que a intenção de Washington não é apenas realizar visitas simbólicas, mas estabelecer infraestruturas permanentes na superfície lunar como etapa preparatória para missões a Marte. A estratégia visa garantir que os Estados Unidos mantenham a liderança global, assegurando que o país não ocupe a segunda posição na corrida espacial.