Trump viaja à China para discutir influência sobre o Irã e acordos de tecnologia e comércio
Donald Trump viaja nesta terça-feira (12) à China para se reunir com Xi Jinping na quinta-feira (14). A pauta inclui a influência de Pequim sobre o Irã, acordos de paz na Ucrânia, proliferação nuclear, fornecimento de armas para Taiwan e a regulação de inteligência artificial. O encontro visa ainda a prorrogação da trégua comercial estabelecida em outubro de 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viaja nesta terça-feira (12) para a China, onde se reunirá com o presidente Xi Jinping na manhã de quinta-feira (14), horário local. O encontro, o segundo em menos de um ano, ocorre em um cenário de instabilidade global, marcado pela guerra no Irã e tensões bilaterais sobre armamentos e tecnologia.
A pauta diplomática prioriza a influência de Pequim sobre Teerã. Como a China é uma parceira estratégica e principal compradora do petróleo iraniano, o governo Trump busca que Xi Jinping utilize esse peso para destravar negociações e impedir o desenvolvimento de armas nucleares no Irã. O movimento acontece enquanto Trump ameaça novos ataques ao país do Oriente Médio, apesar do cessar-fogo vigente. Além disso, a Rússia deve ser tema de discussões na tentativa de impulsionar acordos de paz na Ucrânia.
A relação direta entre as duas potências enfrenta atritos severos quanto ao arsenal nuclear. Washington acusa a China de realizar testes subterrâneos secretos e sem transparência, alegações feitas por Trump em novembro de 2025 e reforçadas por um subsecretário norte-americano em fevereiro. Embora Trump proponha um acordo tripartite entre EUA, Rússia e China para limitar a proliferação nuclear, Pequim nega as acusações e indicou que Xi não pretende discutir o assunto no momento.
A questão de Taiwan também será central. Trump confirmou que tratará do fornecimento de armas para a ilha, prática norte-americana para garantir a autonomia da região que irrita o governo chinês. Em resposta, Pequim intensificou a presença militar no entorno de Taiwan, gerando reações negativas de Washington.
No campo tecnológico, a inteligência artificial (IA) é ponto de conflito e urgência. Após acusações da Casa Branca em abril sobre roubo de tecnologia e tentativas organizadas de acessar sistemas americanos via contas falsas, os EUA questionam a liberação de chips avançados para empresas chinesas. O objetivo do encontro é estabelecer um canal de comunicação para evitar conflitos decorrentes do avanço dos modelos de IA desenvolvidos na China.
Na esfera econômica, a agenda foca na manutenção da trégua comercial estabelecida em outubro de 2025, que interrompeu a guerra tarifária. O acordo vigente prevê a redução de tarifas, a compra de produtos americanos por Pequim e a garantia do fornecimento de minerais raros para os EUA. Para esta visita, espera-se a prorrogação desse tratado e a criação de fóruns destinados a facilitar investimentos e o comércio bilateral.