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Ucrânia e nove países europeus criam coalizão para defesa contra mísseis balísticos

13 de Julho de 2026 às 15:15

Ucrânia e outros nove países europeus formalizaram, nesta segunda-feira (13), uma coalizão para criar capacidade de defesa contra mísseis balísticos. A iniciativa visa proteger o continente europeu e permanece aberta à adesão de novas nações

Ucrânia e nove países europeus criam coalizão para defesa contra mísseis balísticos
Reuters/Tom Nicholson

A Ucrânia e outros nove países europeus formalizaram, nesta segunda-feira (13), a criação de uma coalizão destinada a estabelecer uma capacidade de defesa compartilhada contra mísseis balísticos. O grupo, composto por Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Reino Unido e Ucrânia, busca proteger o continente europeu de armamentos que possuem maior complexidade de interceptação do que drones ou mísseis de cruzeiro.

O plano permanece aberto à adesão de novas nações, embora o comunicado oficial não tenha estabelecido um cronograma para a implementação do sistema.

Vulnerabilidades e produção de armamentos

A iniciativa surge em um momento de fragilidade na defesa aérea ucraniana. Dados da Força Aérea do país revelam uma escassez crítica de interceptadores, o que resultou na incapacidade de derrubar qualquer um dos 23 mísseis balísticos disparados pela Rússia no dia 6.

Para mitigar essa dependência, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou durante a última cúpula da Otan a intenção de conceder à Ucrânia uma licença para a fabricação independente de mísseis para o sistema Patriot. Apesar de serem essenciais para barrar os ataques russos, autoridades e técnicos ucranianos advertem que a viabilização dessa produção local deve levar anos.

Escalada de tensões

A movimentação ocorre paralelamente a um aumento na letalidade dos ataques russos, que causaram dezenas de mortes em território ucraniano nas últimas duas semanas. Em resposta, Kiev tem realizado ataques de longo alcance contra terminais, petroleiros e refinarias na Rússia, provocando desabastecimento de combustível no país.

O presidente Vladimir Putin reagiu às ofensivas ucranianas prometendo retaliações severas. Em encontro com ativistas pró-Kremlin, Putin afirmou que qualquer tentativa de atingir o território russo será respondida com ataques significativamente mais poderosos.

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