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Ucrânia realiza a maior operação naval com drones da história contra navios russos de petróleo

13 de Julho de 2026 às 12:08

A Ucrânia atingiu 76 navios russos, incluindo 21 petroleiros, durante a operação naval com drones Crimean Switch Off. A ofensiva ocorreu entre 6 e 11 de julho no Mar de Azov e no Mar Negro, resultando em 73 impactos e danos a subestações elétricas e alvos terrestres

Ucrânia realiza a maior operação naval com drones da história contra navios russos de petróleo
EFE EPA JORN URBAIN BELGIAN DEFENCE MINISTRY

A Ucrânia executou a maior operação naval com drones da história militar, atingindo a chamada "frota fantasma" da Rússia — navios sem bandeira utilizados pelo Kremlin para a exportação de petróleo. A ofensiva, batizada de "Crimean Switch Off", concentrou-se no Mar de Azov e no Mar Negro, sob a liderança de Robert "Madyar" Brovdi.

Impacto na infraestrutura e logística

A operação resultou em danos severos à infraestrutura energética da Crimeia e à logística russa. No total, a campanha atingiu 76 navios no Estreito de Kerch.

O ponto crítico da ofensiva ocorreu na noite de 11 de julho, quando um ataque simultâneo impactou 28 embarcações, sendo elas:
* 21 petroleiros;
* 4 rebocadores;
* 2 cargueiros;
* 1 navio de dragagem.

Além dos alvos marítimos, a ação foi coordenada com incursões contra subestações elétricas, provocando apagões na Crimeia, e atingiu mais de 50 alvos militares terrestres na região.

Coordenação e escala operacional

A magnitude do ataque superou incursões anteriores, como as realizadas no porto de Sebastopol, alterando as doutrinas de guerra naval moderna. A operação foi sustentada por um período de 120 horas, entre os dias 6 e 11 de julho.

Para viabilizar o recorde de 73 impactos bem-sucedidos em uma única jornada, Kiev coordenou, pela primeira vez, um enxame massivo envolvendo múltiplas unidades de drones de ataque profundo, com destaque para a Brigada "Nemesis" e a 414ª Brigada "Birds of Magyar".

Táticas de infiltração e neutralização

Para evitar a detecção e superar as defesas russas, as Forças de Sistemas Autônomos da Ucrânia adotaram protocolos rigorosos:

  • Invisibilidade: Os drones operam durante a noite, mantendo uma altitude de apenas 0,6 metros acima da água, o que dificulta a detecção por radares.
  • Saturação: O lançamento simultâneo de dezenas de aparelhos visa sobrecarregar as metralhadoras e os sistemas de vigilância óptica das embarcações.
  • Rastreamento: Como os petroleiros da frota fantasma desligam os transmissores de localização para burlar sanções internacionais, a Ucrânia utiliza fotografias de satélite e inteligência de aliados para localizar os navios em áreas de congestionamento.
  • Defesa aérea: Para neutralizar a resposta russa com caças e helicópteros, os drones ucranianos foram equipados com mísseis ar-ar, forçando a aviação russa a recuar.

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