Ucrânia utiliza robôs humanoides em missões logísticas para evitar a exposição de soldados em combate
A Ucrânia utilizou, em fevereiro de 2026, robôs humanoides Phantom MK-1 da empresa americana Foundation em missões logísticas. A tecnologia, validada para suporte militar, apresenta limitações de bateria, carga e resistência. A Foundation planeja enviar o modelo Phantom 2 ainda em 2026
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A Ucrânia implementou, em fevereiro de 2026, o primeiro uso de robôs humanoides em território de conflito, utilizando o modelo Phantom MK-1 da startup americana Foundation. O experimento, focado em missões logísticas em áreas de risco para evitar a exposição de soldados humanos, contou com o apoio do governo dos Estados Unidos e autoridades ucranianas. A análise dos resultados, realizada quatro meses após o lançamento, confirmou a viabilidade militar da tecnologia para tarefas de suporte.
Apesar da validação técnica, o modelo MK-1 apresenta limitações operacionais: a bateria possui autonomia insuficiente para larga escala, o sistema não é resistente à água e a capacidade de carga é de apenas 20 quilos. Além disso, a confiabilidade dos 20 motores que permitem a movimentação do androide representa um desafio em condições reais de combate. Para solucionar esses gargalos, a Foundation planeja enviar à Ucrânia, ainda em 2026, o Phantom 2, versão que promete dobrar a capacidade de carga e entregar funcionalidades superiores às humanas.
A operação em solo ucraniano serve como validação estratégica para o Pentágono. A Foundation já detém contratos de pesquisa com o governo americano somando 24 milhões de dólares, destinados a testar robôs em logística, inspeção e operações de armamento nas forças aéreas, navais e terrestres dos EUA. A meta da empresa é expandir a produção para milhares de unidades anuais a partir de 2026, visando a implementação plena nas forças armadas americanas e em zonas de conflito em um prazo de 12 a 18 meses.
Contudo, a implementação de humanoides enfrenta barreiras técnicas e de segurança. Cada unidade do Phantom MK-1 custa cerca de 150 mil dólares e o sistema é propenso a desequilíbrios e peso excessivo. Há também riscos táticos, como a possibilidade de captura por inimigos — o que exporia dados sensíveis transmitidos e armazenados pelos robôs — e a vulnerabilidade a ataques cibernéticos e supressão de sinais.
No campo da inteligência artificial, os desafios incluem a ocorrência de "alucinações" (decisões incorretas), vieses algorítmicos e o "desvio de comportamento", quando o sistema altera a tomada de decisão ao se adaptar ao ambiente. Tais falhas levantam questionamentos éticos sobre a responsabilidade jurídica em caso de erros autônomos.
Atualmente, a mitigação desses riscos ocorre via supervisão humana direta. Entretanto, o aumento da autonomia e a velocidade de processamento dos novos modelos podem tornar a intervenção biológica lenta, criando a tentação de operar esquadrões de androides sem supervisão para manter a vantagem competitiva no campo de batalha.
O cenário integra a estratégia de Kiev de modernizar sua defesa. Segundo a agência estatal United24, a Ucrânia realizou 7.495 operações robóticas apenas em janeiro de 2026. Embora a maioria seja logística, sistemas terrestres não tripulados (UGV) já operam equipados com explosivos e metralhadoras Kalashnikov.