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Unicef coordena assistência a crianças e adolescentes em regiões atingidas por terremotos na Venezuela

29 de Junho de 2026 às 18:03

Terremotos na Venezuela causaram 1.719 mortes e afetaram 3,9 milhões de crianças e adolescentes em Caracas e cinco estados. O Unicef coordena a oferta de saúde, saneamento e apoio psicossocial, apesar de ter arrecadado apenas 35% dos US$ 137,6 milhões solicitados para 2026

Cerca de 3,9 milhões de crianças e adolescentes residem nas regiões atingidas pelos terremotos que abalaram a Venezuela na última quarta-feira (24). Os tremores causaram o desabamento de dezenas de edifícios, resultando em vítimas infantis e deixando milhares de famílias vulneráveis a novos abalos sísmicos.

A atividade geológica afetou a capital, Caracas, além dos estados de Miranda, La Guaira, Falcón, Carabobo e Aragua. Diante do cenário, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) coordena ações com parceiros e autoridades locais para diagnosticar as demandas imediatas da população. A estratégia foca na expansão do acesso a água potável, assistência médica, proteção, apoio psicossocial e a criação de áreas seguras.

A resposta humanitária ocorre em um contexto de subfinanciamento. Para 2026, o Unicef havia solicitado US$ 137,6 milhões para atuar na Venezuela, porém apenas 35% desse montante havia sido arrecadado até a data dos sismos.

A operação da fundação prioriza a oferta de serviços essenciais de saneamento e saúde para salvar vidas. O objetivo central é garantir que as crianças recuperem a sensação de segurança e retornem ao ambiente escolar e a rotinas normais, reintegrando-se a espaços acolhedores e ao convívio com colegas. O número de mortos em decorrência do desastre já soma 1.719 pessoas.

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