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USDA confirma retorno da mosca-da-bicheira aos Estados Unidos após seis décadas de erradicação

06 de Junho de 2026 às 15:12

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou dois casos de mosca-da-bicheira em bezerros no condado de Zavala, Texas. O governo estabeleceu uma zona de contenção e intensificou a liberação de moscas estéreis para conter a praga

USDA confirma retorno da mosca-da-bicheira aos Estados Unidos após seis décadas de erradicação
Departamento de Agricultura dos EUA.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou o retorno da mosca-da-bicheira ao território norte-americano, praga que havia sido erradicada no país há seis décadas. O primeiro registro ocorreu na quarta-feira (3), em um bezerro de três semanas no condado de Zavala, Texas. Dois dias depois, um segundo caso foi identificado em um bezerro de um mês, em uma área situada a aproximadamente 9 quilômetros do foco inicial.

A mosca-da-bicheira do Novo Mundo é classificada como uma das pragas mais devastadoras para a pecuária, pois as fêmeas depositam ovos em feridas abertas de animais de sangue quente, resultando em larvas que se alimentam de tecidos vivos. O ressurgimento ocorre enquanto o setor pecuário dos EUA enfrenta a menor quantidade de rebanho em 75 anos, reflexo de secas severas e custos de produção elevados, fatores que elevaram os preços da carne bovina no mercado interno.

Para conter a propagação, o governo americano estabeleceu uma zona de contenção e intensificou a liberação de moscas estéreis. Dudley Hoskins, subsecretário de Programas de Marketing e Regulação, afirmou que a administração Trump conseguiu adiar a entrada da praga, que as projeções indicavam ocorrer apenas em 2025.

Embora o foco principal sejam os animais de produção, o USDA alertou que a infestação pode atingir outros animais de sangue quente e, em situações raras, seres humanos. A recomendação é que qualquer pessoa com lesões suspeitas procure assistência médica imediata. No caso de animais, a orientação é monitorar feridas com secreção, aumento de volume ou sinais de desconforto, além de verificar a presença de ovos e larvas em orifícios naturais, como nariz, orelhas, órgãos genitais e o umbigo de recém-nascidos.

Produtores que suspeitem de infecção devem notificar imediatamente veterinários do USDA ou autoridades estaduais de saúde animal. O governo ressaltou que o abastecimento de alimentos no país não foi comprometido, já que a praga não infesta vegetais, frutas ou a carne.

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