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Venezuela registra 164 mortos e centenas de feridos após dois fortes terremotos no país

25 de Junho de 2026 às 09:03

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quarta-feira (24), deixando 164 mortos e 971 feridos. A presidente interina Delcy Rodríguez decretou estado de emergência após a destruição de edifícios e a interrupção de serviços essenciais. Países como Estados Unidos, China, Turquia, México e Portugal ofereceram ajuda humanitária

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou nesta quinta-feira (25) que o número de mortos subiu para 164, com 971 feridos registrados após dois terremotos devastadores. A expectativa é que esses números aumentem, dado que diversas edificações desabaram em todo o país e mais de 500 equipes de emergência seguem trabalhando para localizar sobreviventes entre os escombros. O serviço geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que a fatalidade possa atingir entre 10 mil e 100 mil pessoas.

Os abalos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram na noite de quarta-feira (24), pouco após as 19h (horário de Brasília), com menos de um minuto de intervalo entre eles. O epicentro do tremor principal foi localizado a cerca de 160 quilômetros de Caracas, próximo à cidade de El Guayabo, com profundidade de 13 quilômetros — fator que intensifica a destruição de edifícios por estar próximo à superfície. O governo venezuelano relatou ainda a ocorrência de pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes.

A destruição foi severa em Caracas e em outras cidades, onde casas e prédios desmoronaram. No litoral, um hotel de ao menos oito andares foi completamente destruído. A infraestrutura do país também foi afetada: o Aeroporto Internacional Simón Bolívar foi fechado devido a danos estruturais, enquanto redes de gás e eletricidade foram desligadas para evitar acidentes maiores. Hospitais na capital mobilizaram plantões extras para acolher as vítimas.

Diante do cenário, Rodríguez decretou estado de emergência, mobilizando forças de segurança e assistência civil, além de suspender aulas e serviços não essenciais. A presidente interina agradeceu o apoio internacional e informou que os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar nas próximas horas.

A comunidade internacional reagiu com ofertas de ajuda humanitária, insumos médicos e equipes de resgate. Entre os países que se solidarizaram estão Estados Unidos, Turquia, México e Portugal. O presidente Donald Trump afirmou ter mobilizado todas as agências do governo americano para auxiliar. A China também se comprometeu a prestar a assistência necessária. No Brasil, o Itamaraty informou que não há notícias de brasileiros entre as vítimas.

Os tremores foram sentidos em cidades da Região Norte do Brasil, como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, conforme registrado pela Rede Sismográfica Brasileira. De acordo com o Centro de Sismologia da USP, é comum que abalos dessa magnitude sejam percebidos a longas distâncias.

A Venezuela situa-se em uma zona de alta atividade sísmica, onde as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul se encontram. Estes eventos são considerados os mais graves do país em um século; historicamente, um terremoto em 1812 que atingiu Mérida e Caracas causou a morte de cerca de 30 mil pessoas.

No âmbito regional, o Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos chegou a emitir avisos para Porto Rico, Ilhas Virgens (americanas e britânicas), Aruba, Curaçao e Bonaire, mas a advertência foi cancelada cerca de uma hora depois.

Com informações de G1

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