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Venezuela registra o terremoto mais potente dos últimos cem anos em meio a crise econômica

25 de Junho de 2026 às 12:11

A Venezuela registrou o terremoto mais forte do último século, com perdas preliminares estimadas em US$ 100 bilhões. O desastre ocorre durante a gestão de Delcy Rodríguez, em meio a uma inflação de 524% e a reestruturação de uma dívida de US$ 240 bilhões

A Venezuela enfrenta o terremoto mais potente dos últimos cem anos em um cenário de profunda instabilidade econômica e transição política. O desastre natural ocorre enquanto o governo de Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia, preparava a divulgação da reestruturação de uma dívida de US$ 240 bilhões — a maior da história, superando em US$ 100 bilhões as projeções iniciais.

A mudança no comando venezuelano aconteceu em janeiro, fruto de uma intervenção do governo de Donald Trump e de seu secretário de Estado, Marco Rubio. A operação militar em Caracas durou 48 minutos e resultou na prisão de Maduro, que aguarda julgamento por narcoterrorismo. Para estabilizar o país, Washington optou por manter a estrutura chavista, retomando as relações diplomáticas, flexibilizando sanções e assumindo a gestão e a comercialização das reservas de petróleo do país.

Sob a liderança de Rodríguez, a Venezuela adotou uma postura pragmática alinhada aos interesses dos Estados Unidos. A presidente abriu a economia, permitiu a presença de militares americanos em território nacional e substituiu aliados de Maduro para consolidar seu poder. Embora 2.200 presos políticos tenham sido libertados, 600 ainda permanecem encarcerados, e a população lida com uma inflação anual estimada em 524%.

O sismo, que causou o desabamento de edifícios, altera as perspectivas de recuperação econômica. O Serviço Geológico dos EUA aponta perdas preliminares de até US$ 100 bilhões. A magnitude da tragédia expõe a fragilidade do Estado, com serviços de saúde colapsados e escassez crônica de medicamentos e alimentos, tornando a ajuda humanitária e o apoio financeiro dos Estados Unidos essenciais para a reconstrução do país.

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