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Viúva de vítima de massacre na Flórida processa a OpenAI por auxílio ao autor do crime

11 de Maio de 2026 às 15:26

Uma viúva de vítima de um massacre na Universidade Estadual da Flórida processou a OpenAI em tribunal federal. A ação alega que o ChatGPT forneceu orientações estratégicas e sugestões de armamento ao autor dos crimes. A empresa negou responsabilidade no episódio

Viúva de vítima de massacre na Flórida processa a OpenAI por auxílio ao autor do crime
AP/Michael Dwyer, Arquivo

Uma viúva de uma vítima de um tiroteio em massa na Universidade Estadual da Flórida moveu um processo contra a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. A ação, protocolada em um tribunal federal no domingo (10), sustenta que a ferramenta de inteligência artificial contribuiu para o massacre ocorrido em abril de 2025, no campus da instituição em Tallahassee.

De acordo com a promotoria, o chatbot teria fornecido a Phoenix Ikner orientações estratégicas para maximizar o número de vítimas, indicando o local e o horário mais adequados para o ataque. O sistema também teria sugerido o tipo de armamento e munição a serem utilizados, além de validar a eficácia de armas em curtas distâncias.

Ikner, que se declarou inocente, enfrenta duas acusações de homicídio em primeiro grau e diversas tentativas de homicídio. A promotoria do caso pretende solicitar a pena de morte. Paralelamente ao processo civil, a procuradora-geral da Flórida instaurou, ainda em abril, uma investigação criminal para apurar a extensão do suporte oferecido pelo aplicativo ao autor dos crimes.

A OpenAI, por meio de seu porta-voz Drew Pusateri, negou qualquer responsabilidade da companhia no episódio.

O caso amplia a pressão jurídica sobre empresas de tecnologia e inteligência artificial quanto aos impactos de seus serviços na saúde mental e segurança dos usuários. Recentemente, em março, a Meta e o YouTube foram condenados por um júri em Los Angeles por danos causados a crianças. No Novo México, outra decisão judicial concluiu que a Meta prejudicou deliberadamente a saúde mental de menores e omitiu informações sobre a exploração sexual infantil em suas plataformas.

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