Xi Jinping alerta Donald Trump que a independência de Taiwan pode levar a conflito armado
Xi Jinping alertou Donald Trump em Pequim que a independência de Taiwan pode causar um conflito armado. O líder chinês exige a redução da venda de armas para a ilha e a mudança da retórica diplomática americana para oposição explícita à independência local
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Durante cúpula realizada em Pequim, o presidente chinês Xi Jinping alertou Donald Trump que a gestão inadequada da questão de Taiwan poderá levar as duas nações a um cenário extremamente perigoso, vinculando a independência da ilha à possibilidade de um conflito armado.
A postura de Xi reflete a vantagem estratégica do anfitrião, que dispõe de maior tempo de negociação do que o líder americano. Trump enfrenta a necessidade de recuperar a popularidade entre seus eleitores antes das eleições de meio de mandato em novembro, período marcado pela alta de preços e pela rejeição à guerra no Irã.
Nesse contexto, Washington busca a influência de Pequim para acelerar a resolução do conflito militar no Irã, atualmente sob um cessar-fogo instável. O impasse no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, gera impactos econômicos globais e prejudica as exportações chinesas, embora a China demonstre menos urgência na solução do que os Estados Unidos.
As exigências de Xi Jinping concentram-se na redução da venda de armamentos para Taiwan, ilha com 23 milhões de habitantes. No ano passado, os EUA aprovaram um pacote de US$ 11,1 bilhões (cerca de R$ 55,6 bilhões) e finalizam a implementação de outro montante de US$ 14 bilhões (R$ 70 bilhões).
Além do aspecto militar, o líder chinês pressiona por uma alteração na retórica diplomática americana: a substituição da declaração de que os EUA "não apoiam" a independência de Taiwan por uma posição explícita de "oposição" a ela. Essa mudança representaria uma alteração geopolítica significativa na região, onde sinais ambíguos de Trump já geram apreensão em aliados como Coreia do Sul e Japão.
Apesar da centralidade do tema Taiwan na pauta de Xi, Donald Trump não respondeu publicamente aos alertas, limitando-se a elogiar a China e a descrever as negociações como positivas.