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Xi Jinping diz a Donald Trump que Vladimir Putin poderá se arrepender da invasão da Ucrânia

19 de Maio de 2026 às 06:35

Xi Jinping disse a Donald Trump que Vladimir Putin pode se arrepender da invasão da Ucrânia. O encontro em Pequim também abordou a cooperação entre China, Estados Unidos e Rússia contra o Tribunal Penal Internacional

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que Vladimir Putin poderá se arrepender da invasão da Ucrânia. A declaração ocorreu durante reunião realizada na semana passada em Pequim, onde a guerra no Leste Europeu foi um dos temas centrais das discussões, conforme reportado pelo Financial Times.

O diálogo aconteceu quatro dias antes da chegada de Putin à China, em visita oficial marcada para terça-feira (19). Enquanto isso, o governo americano optou por não comentar oficialmente o teor das conversas; a Casa Branca limitou-se a divulgar um comunicado sobre o encontro entre Trump e Xi, omitindo referências ao presidente russo ou ao conflito ucraniano.

Além da questão da Ucrânia, a pauta entre Xi e Trump incluiu o Tribunal Penal Internacional (TPI). Trump sugeriu que Estados Unidos, China e Rússia deveriam cooperar contra a Corte, sob o argumento de que as três nações possuem interesses alinhados. Atualmente, nenhum desses países integra o acordo que criou o tribunal.

A postura de Trump reflete ações anteriores, como a imposição de sanções a membros do TPI devido a investigações contra os Estados Unidos e Israel. No caso russo, a Corte emitiu um mandado de prisão contra Putin em 2023, motivado pela guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.

Apesar da análise de Xi Jinping sobre o possível arrependimento de Putin, o líder russo reiterou, nesta segunda-feira, que Moscou e Pequim estão prontas para apoio mútuo em temas centrais. Em mensagem anterior à viagem à China, Putin descreveu a relação entre os dois países como tendo atingido um nível de confiança e entendimento mútuo sem precedentes.

O presidente russo defendeu a ampliação da cooperação nas esferas de defesa, política e economia, classificando a parceria estratégica entre Rússia e China como um elemento estabilizador para as relações globais. Essa proximidade foi consolidada semanas antes da invasão da Ucrânia, quando Putin e Xi anunciaram a criação de uma parceria definida como "sem limites.

Com informações de G1

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