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Zelensky pede reforço urgente de mísseis de defesa aérea a Donald Trump e ao Congresso

27 de Maio de 2026 às 12:30

Volodymyr Zelensky solicitou a Donald Trump e ao Congresso dos EUA o aumento da entrega de mísseis de defesa aérea. O pedido ocorre após ataques russos com drones e mísseis, incluindo o modelo hipersônico Oreshnik, causarem mortes e danos em Kiev e Bila Tserkva

Zelensky pede reforço urgente de mísseis de defesa aérea a Donald Trump e ao Congresso
REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente Volodymyr Zelensky formalizou um pedido urgente de reforço no fornecimento de mísseis de defesa aérea ao presidente Donald Trump e ao Congresso dos Estados Unidos. O alerta, confirmado por um assessor de comunicação ucraniano, destaca que o volume de entregas realizado via programa PURL tornou-se insuficiente diante da intensificação das ofensivas russas. A dependência de Kiev em relação aos EUA é quase total para a interceptação de mísseis balísticos, sendo os sistemas Patriot os únicos equipamentos capazes de realizar essa operação no país.

A urgência do pedido ocorre após a Rússia lançar dezenas de drones e mísseis contra a Ucrânia no último fim de semana, resultando em quatro mortes, diversos feridos e danos em 40 pontos da capital, Kiev. Entre os alvos atingidos na cidade estão edifícios residenciais, supermercados, armazéns e uma escola, onde pessoas buscavam abrigo. No distrito de Shevchenko, o impacto em um prédio de cinco andares provocou um incêndio e a morte de um residente.

Nesta ofensiva, a Rússia utilizou o míssil hipersônico Oreshnik contra a cidade de Bila Tserkva, na região de Kiev. Esta é a terceira vez que a arma é empregada no território ucraniano, após ataques em Dnipro, em novembro de 2024, e em Lviv, em janeiro. O Oreshnik, que pode carregar ogivas nucleares ou convencionais, é descrito por Vladimir Putin como imune a sistemas de defesa antimísseis, capaz de viajar a dez vezes a velocidade do som (Mach 10) e destruir bunkers subterrâneos profundos.

A escalada de ataques foi ordenada por Putin como resposta a um bombardeio ucraniano em uma escola profissionalizante na região de Lugansk, área ocupada pela Rússia, que teria deixado 21 mortos. Paralelamente, Moscou já havia solicitado que diplomatas e cidadãos estrangeiros deixassem Kiev no início do mês, sob a ameaça de ataques massivos ao centro da cidade caso houvesse interferência em um desfile militar na Praça Vermelha.

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