A maioria dos estados brasileiros ainda não definiu pré-candidatos a cem dias das eleições gerais
A maioria dos estados brasileiros não definiu pré-candidatos ao governo e ao Senado a 100 dias do primeiro turno das eleições. Apenas Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina confirmaram suas alianças. As definições finais ocorrerão nas convenções partidárias entre 20 de julho e 5 de agosto
A maioria das unidades federativas brasileiras ainda não definiu seus pré-candidatos aos cargos de governador e senador, a 100 dias do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro. Apenas Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina já confirmaram a composição de suas alianças.
Em São Paulo, a desistência de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) abre caminho para um cenário de disputa inédito, com possibilidade de resolução já na primeira etapa do pleito. Entre os nomes com representação na Câmara dos Deputados, as únicas pré-candidaturas confirmadas ao governo paulista são as de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A indefinição persiste em estados como Amazonas, Alagoas, Minas Gerais e Espírito Santo para o governo estadual, enquanto Ceará e Paraná ainda não definiram seus nomes para o Senado. No Espírito Santo, Ricardo Ferraço é o único pré-candidato oficial ao governo, e Renato Casagrande (PSB) é o único confirmado para o Senado, apesar de outros nomes manifestarem interesse.
Em Alagoas, a dúvida recai sobre João Henrique Caldas (PSDB), que deixou a prefeitura de Maceió para concorrer, mas não oficializou o cargo. Em Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos) é cotado, porém sem confirmação. No Mato Grosso, Jayme Campos (União) manifestou interesse no governo, mas aguarda a chancela partidária. No Amazonas, o grupo liderado por Wilson Lima (União Brasil), pré-candidato ao Senado, ainda não confirmou se o governador Roberto Cidade (União Brasil) buscará a reeleição. Já no Maranhão, Roseana Sarney (MDB) aparece com destaque em pesquisas, mas não formalizou a pré-candidatura. No Piauí, Mainha (Podemos), Lúcia Santos (PSDB) e Jesus Rodrigues (Cidadania) lançaram nomes, mas podem formar chapa única conforme a evolução das pesquisas.
Questões jurídicas e de elegibilidade também impactam o cenário em quatro estados. No Distrito Federal, a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) ao governo depende da Lei Ficha Limpa. Em Sergipe, Valmir de Francisquinho enfrenta instabilidade jurídica; embora tenha obtido liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em janeiro de 2026 para suspender condenação por improbidade administrativa, sua situação pode oscilar. Em Roraima, Denarium (Republicanos) recorre de uma decisão de abril que o tornou inelegível por oito anos. No Acre, Gladson Camelí (PP) também recorre de uma condenação do STJ ocorrida em maio.
A lista de possíveis candidatos baseia-se exclusivamente em anúncios públicos e está sujeita a alterações durante as convenções partidárias, programadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.