Aprovação de Lula empata com a desaprovação em nova pesquisa Datafolha
A aprovação e a desaprovação do presidente Lula empataram em 48%, segundo o Datafolha. O governo atribui a melhora a medidas como o "Novo Desenrola" e crédito para motoristas. Em simulações de segundo turno, Lula soma 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a empatar com a desaprovação, atingindo 48%, enquanto a rejeição recuou para os mesmos 48%. O índice de indecisos ou pessoas que não responderam a pesquisa Datafolha é de 3%. O cenário representa uma recuperação em relação a maio, quando a aprovação era de 45% e a desaprovação chegava a 51%.
A equipe governamental associa a melhora nos índices ao impacto de medidas recentes, a exemplo do programa "Novo Desenrola", da concessão de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, e do encerramento da isenção para compras internacionais de até US$ 50. Embora a oposição classifique tais ações como eleitoreiras, o governo sustenta que a agenda de trabalho deve prosseguir independentemente do ano eleitoral.
Ainda neste semestre, o Ministério da Fazenda planeja viabilizar o auxílio a famílias endividadas que ainda não entraram em estado de inadimplência. Paralelamente, o governo busca a aprovação do fim da escala de trabalho 6x1.
Apesar do empate técnico na aprovação geral, a avaliação "ótimo e bom" permanece inferior à "ruim e péssimo", embora a distância entre as duas categorias tenha caído de 11 pontos, registrados em abril, para seis pontos na medição atual. Para a estratégia política de Lula, a redução da avaliação negativa e a estabilização da aprovação são consideradas etapas cruciais para o pleito.
No campo das simulações de segundo turno, Lula subiu para 47% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou para 43%, após ter atingido 45% em levantamentos anteriores.
Assessores do presidente pretendem aprofundar a divulgação das relações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A decisão baseia-se no dado de que 36% da população ainda desconhece as notícias sobre a ligação entre o senador e o empresário.