Aprovação e desaprovação do governo Lula atingem empate técnico em nova pesquisa Quaest
Pesquisa Quaest indica empate técnico na avaliação do governo Lula, com 48% de desaprovação e 47% de aprovação. O levantamento, realizado com 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, aponta que o Nordeste é a região com maior apoio, atingindo 61%
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A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula (PT) atingiu um cenário de empate técnico, com 48% de desaprovação e 47% de aprovação, segundo levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (10). Os dados indicam uma recuperação da imagem da gestão federal, que vinha apresentando distâncias maiores entre os índices: em abril, a diferença era de nove pontos e, em maio, caiu para três.
Essa tendência de melhora é refletida na percepção do eleitorado sobre a cobertura midiática. Atualmente, 34% dos entrevistados afirmam ter ouvido mais notícias positivas sobre o governo, enquanto 40% relatam a predominância de notícias negativas. Em abril, esses índices eram, respectivamente, de 23% e 48%.
O avanço na aprovação é notável em recortes específicos. Entre os jovens de 16 a 34 anos, a desaprovação recuou de 55% para 50% em um mês, com a aprovação subindo para 43%. No Sudeste, a diferença entre a rejeição e a aceitação caiu de 14 para oito pontos, com 43% de aprovação e 51% de desaprovação. Já entre os evangélicos, embora a desaprovação ainda seja majoritária (60%), a distância para a aprovação (35%) diminuiu em comparação aos 40 pontos de diferença registrados em abril.
Regionalmente, o Nordeste permanece como o principal reduto de apoio ao presidente, com 61% de aprovação. No Centro-Oeste e Norte, a aprovação é de 44%, contra 50% de desaprovação. O Sul apresenta a maior resistência à gestão, com 63% de desaprovação e 33% de aprovação.
No recorte por gênero, as mulheres aprovam mais o governo (49%) do que desaprovam (44%), enquanto entre os homens a desaprovação prevalece, com 53% contra 44% de aprovação. Quanto à renda, a aceitação é maior entre quem ganha até dois salários mínimos (59% de aprovação), contrastando com a faixa acima de cinco salários mínimos, onde 60% desaprovam a gestão.
Sobre medidas governamentais recentes, a ação para reduzir o preço dos combustíveis é a mais bem avaliada, com 53% de aprovação. O fim da "taxa das blusinhas" conta com a concordância de 45% dos entrevistados. Em contrapartida, metade da população (50%) afirmou desconhecer o programa Brasil contra o Crime Organizado.
Em cenários hipotéticos de disputa presidencial, a pesquisa aponta que Lula teria 39% das intenções de voto no primeiro turno e 44% em um eventual segundo turno. Flávio Bolsonaro aparece com 29% no primeiro turno e 38% no segundo. O levantamento também indica que 12% dos respondentes diminuiriam a vontade de votar em Flávio Bolsonaro devido à relação com Vorcaro.
Outros dados do estudo revelam que 60% dos entrevistados concordam que o PCC e o Comando Vermelho devem ser classificados como organizações terroristas, e 55% acreditam que as tarifas impostas pelos Estados Unidos impactam suas vidas. Além disso, a pesquisa identifica que um terço do eleitorado é composto por independentes, definidos como aqueles que não se alinham à esquerda, direita, lulismo ou bolsonarismo.
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.