Avaliação do governo Lula permanece com saldo negativo em nova pesquisa da Ipsos-Ipec
Pesquisa Ipsos-Ipec indica que 38% dos brasileiros avaliam o governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 32% o consideram ótimo ou bom. A desaprovação da gestão atinge 50% dos entrevistados e 56% afirmam não confiar no presidente. O levantamento ouviu 2 mil eleitores em 130 municípios
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A avaliação do governo Lula permanece com saldo negativo entre os brasileiros, conforme dados da pesquisa Ipsos-Ipec divulgados nesta segunda-feira (22). O levantamento, realizado entre 13 e 17 de junho, indica que 38% da população considera a gestão ruim ou péssima, enquanto 32% a classificam como ótima ou boa. Houve um crescimento no grupo que vê a administração como regular, que passou de 24% em março para 28%.
A desaprovação da maneira como o presidente governa o país atinge 50% dos entrevistados, contra 44% de aprovação. No quesito confiança, 56% dos brasileiros afirmam não confiar em Lula, índice idêntico ao registrado em março, ao passo que 41% declaram confiar no mandatário.
A percepção sobre o desempenho do governo em relação às expectativas iniciais revela que 42% consideram a gestão pior do que o esperado, 32% a veem como igual e 23% a consideram melhor. No campo econômico, 41% dos respondentes avaliam que a situação do Brasil piorou nos últimos seis meses, 30% acreditam que permaneceu igual e 25% afirmam que melhorou.
Apesar do cenário atual, há uma mudança na perspectiva para o próximo semestre: 36% dos brasileiros acreditam que a economia estará melhor, superando os 32% que preveem piora e os 25% que esperam estabilidade. Em março, a tendência era inversa, com a maioria dos entrevistados manifestando pessimismo.
O perfil da avaliação positiva é mais forte entre quem votou em Lula em 2022 (62%), moradores do Nordeste (47%), pessoas com ensino fundamental (47%), católicos (38%) e quem possui renda familiar de até um salário mínimo (41%). Já a avaliação negativa concentra-se em quem votou em Jair Bolsonaro em 2022 (74%), pessoas com renda familiar superior a cinco salários mínimos (54%), evangélicos (49%), entrevistados com ensino superior (46%) e residentes do Sudeste (44%).
Entre os cidadãos que classificam o governo como regular, a aprovação da forma de administrar é de 47%, enquanto 41% desaprovam e 12% não souberam responder. A diretora da Ipsos-Ipec, Márcia Cavallari, pontuou que o saldo do governo continua negativo e que o cenário é definido por opiniões polarizadas e consolidadas.
O estudo ouviu 2 mil eleitores em 130 municípios, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.