Política

Brasil Condena Decisão Israenlense que Impede Missa no Santo Sepulcro em Jerusalém Oriental

30 de Março de 2026 às 06:20

O governo brasileiro condena a decisão israelense que impediu o acesso do Patriarca Latino de Jerusalém à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém Oriental, considerada "extremamente grave" pelo Ministério das Relações Exteriores. A nota oficial lembrou o parecer da Corte Internacional de Justiça que concluiu ser ilegal a presença contínua do Israel no Território Palestino Ocupado. O governo brasileiro defende os princípios da liberdade de culto e soberania na região

O governo brasileiro reagiu com firmeza à decisão israelense que impediu o acesso do Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e do Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, a celebrarem missa na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém Oriental. A ação foi considerada "extremamente grave" pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que lembrou o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho, que concluiu ser ilegal a presença contínua do Israel no Território Palestino Ocupado.

A nota oficial destacou que as restrições impostas pela polícia israelense não são novidade e afetam também os fiéis muçulmanos na Esplanada das Mesquitas durante o mês sagrado de Ramadã. "Israel não tem autorização para exercer soberania em qualquer parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental", enfatizou a nota.

A reação brasileira foi motivada pela preocupação com os princípios da liberdade de culto e o status quo histórico dos locais sagrados em Jerusalém. A decisão israelense não apenas viola esses direitos fundamentais, mas também atenta contra a estabilidade na região.

A nota do Itamaraty ressalta que as ações recentes são um sinal de alerta para os governos da comunidade internacional sobre o cenário político em Jerusalém. A posição brasileira é clara: não há espaço para interferências arbitrárias nos direitos dos cidadãos e das religiões no território palestino.

A reação do governo brasileiro também foi influenciada pela necessidade de manter a estabilidade na região, considerando as implicações que essas decisões têm sobre os equilíbrios geopolíticos. Além disso, o Itamaraty enfatizou a importância da cooperação internacional para resolver conflitos e garantir direitos humanos.

A nota oficial do MRE foi um chamado à comunidade internacional a se posicionar em defesa dos princípios de soberania e liberdade religiosa. O governo brasileiro está comprometido em defender os seus valores democráticos e trabalhar para que esses ideais sejam respeitados por todos os países, especialmente no contexto do conflito israelense-palestino.

A decisão de Israel não apenas gerou reações negativas dos principais atores da política internacional como também evidenciou a necessidade contínua de uma abordagem diplomática e.

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