Brasil e França oficializam isenção de vistos para brasileiros que visitam a Guiana Francesa
Brasil e França oficializaram a isenção de vistos para brasileiros na Guiana Francesa, com vigência a partir de 1º de agosto. O acordo, firmado em Brasília, estabelece a reciprocidade migratória entre as nações. Os países também assinaram instrumentos de cooperação para reforçar a segurança e combater crimes na zona de fronteira
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O Brasil e a França oficializaram, nesta quarta-feira (1º), a isenção de vistos para brasileiros que desejam ingressar na Guiana Francesa. O acordo foi firmado no Palácio Itamaraty, em Brasília, durante reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o chanceler francês Jean-Noël Barrot, com a presença do senador Randolfe Rodrigues e do governador do Amapá, Clécio Luís.
A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto, havia sido anunciada previamente em maio de 2025 pelo presidente Emmanuel Macron, em Paris. A decisão encerra um debate diplomático que durava ao menos 16 anos e baseia-se no princípio da reciprocidade, uma vez que cidadãos franceses já não precisavam de visto para entrar em território brasileiro. Até então, os brasileiros eram obrigados a se deslocar até a embaixada da França, em Brasília, para obter a documentação necessária.
A Guiana Francesa é um território ultramarino da França e faz fronteira exclusivamente com o estado do Amapá. A expectativa das autoridades locais é que a facilitação do trânsito impulsione o turismo, o comércio e as trocas culturais na região.
A dinâmica fronteiriça concentra cerca de 32 mil habitantes, distribuídos entre as duas margens do Rio Oiapoque, que são conectadas pela Ponte Binacional. No lado brasileiro, a cidade de Oiapoque abriga 26,6 mil pessoas, enquanto a localidade de Saint Georges, no lado francês, possui aproximadamente 3 mil moradores.
Paralelamente à questão migratória, os dois países assinaram instrumentos de cooperação para reforçar a segurança na zona de fronteira. Os novos acordos estabelecem ações conjuntas para combater organizações criminosas, o garimpo ilegal, a imigração irregular e o narcotráfico.