Brasil envia ajuda humanitária à Venezuela após terremotos atingirem a região norte do país
O governo brasileiro enviou médicos, equipamentos e cães farejadores via Força Aérea Brasileira para a Venezuela após dois terremotos. O desastre deixou 589 mortos, 24 mil desaparecidos e 250 edifícios danificados ou derrubados. O ministro da Defesa realizará visita oficial ao país para avaliar a assistência
O governo brasileiro mobilizou a Força Aérea Brasileira (FAB) para enviar ajuda humanitária à Venezuela, após a região norte do país, incluindo a capital Caracas, ser atingida por dois terremotos sequenciais na noite de quarta-feira (24). A primeira aeronave partiu do Aeroporto de Guarulhos (SP) às 13h20 desta sexta-feira (26) com destino à Base Militar El Libertador, em Maracay, transportando médicos, equipamentos especializados e cães farejadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o ministro da Defesa, José Múcio, realize uma visita oficial ao país vizinho para avaliar as formas de assistência do Brasil. Durante discurso nesta sexta-feira, o presidente também solicitou um minuto de silêncio em memória das vítimas dos sismos, considerados os mais fortes na Venezuela em mais de um século.
O balanço oficial do governo venezuelano contabiliza 589 mortos e 250 edifícios totalmente derrubados ou danificados. Enquanto equipes de resgate trabalham na retirada de sobreviventes, o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, informou na quinta-feira (25) que 200 pessoas permaneciam presas sob escombros. Paralelamente, grupos de moradores que buscam parentes registram mais de 24 mil desaparecidos.
Diante da magnitude da destruição, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou a militarização do estado de La Guaira. A região costeira, situada nos arredores de Caracas, foi classificada pelo governo local como zona de desastre. Além do Brasil, os Estados Unidos também anunciaram o envio de equipes para auxiliar nas operações de busca e salvamento.