Política

Brasil manifesta satisfação com acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar conflito no Oriente Médio

19 de Junho de 2026 às 06:06

O governo brasileiro apoiou a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. O acordo prevê a suspensão de sanções, o fim do bloqueio a navios iranianos e a liberação do estreito de Ormuz. O documento estabelece 14 pontos para a pacificação, incluindo a previsão de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã

O governo brasileiro manifestou satisfação com a assinatura de um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã, formalizado em território francês. Por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (18), o Ministério das Relações Exteriores defendeu a negociação diplomática como o único caminho para o entendimento entre as nações e cobrou a interrupção dos ataques e o cumprimento rigoroso dos termos acordados.

O documento estabelece 14 pontos para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro no Oriente Médio. Entre as medidas previstas estão a suspensão de sanções, o fim do bloqueio a navios iranianos e a garantia de trânsito livre no estreito de Ormuz.

A crise teve início há aproximadamente quatro meses, quando a gestão de Donald Trump, em operação conjunta com Israel, atacou Teerã. A ofensiva resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, e desencadeou uma escalada de hostilidades. Como resposta, o Irã fechou o estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% da produção global de petróleo, o que provocou a alta no preço do barril e gerou impactos econômicos mundiais.

A pacificação ocorre após meses de reuniões entre representantes dos dois países, que frequentemente foram marcadas por ameaças mútuas e ausência de consenso. No acordo de paz, consta a previsão de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, valor que Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não pagarão.

Anteriormente, em fevereiro, o Itamaraty havia condenado a incursão americana no Irã. Naquela ocasião, o governo brasileiro expressou grave preocupação, argumentando que a ação coordenada com Israel ocorreu durante um período de negociações, podendo comprometer a viabilidade de um acordo. O Ministério das Relações Exteriores havia enfatizado a necessidade de evitar a escalada do conflito e assegurar a proteção de civis e de infraestruturas civis.

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