Caiado critica posturas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre possíveis tarifas dos Estados Unidos ao Brasil
Ronaldo Caiado criticou as posturas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre a possível aplicação de tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O Escritório do Representante de Comércio propôs taxação de 25% devido a práticas como pirataria e desmatamento ilegal. O prazo para um acordo entre as nações termina em 15 de julho
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Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, criticou as posturas do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro diante da possibilidade de a administração de Donald Trump aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em entrevista ao Flow Podcast na noite de quarta-feira (8), o ex-governador de Goiás afirmou que Lula provoca o presidente americano visando ganhos eleitorais, baseando-se em dinâmicas observadas em pleitos no Canadá e na Austrália, onde adversários de Trump foram eleitos após embates com ele. Caiado argumentou que o presidente brasileiro utiliza a narrativa de soberania para mascarar a entrega do país a facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, e a corruptos.
Sobre a atuação de Flávio Bolsonaro, Caiado classificou como erro o envio de um documento ao governo dos Estados Unidos solicitando a suspensão de tarifas sobre mercadorias brasileiras até as eleições de outubro.
A tensão comercial ocorre após o Escritório do Representante de Comércio (USTR) propor a taxação de 25% sobre produtos do Brasil. O órgão justifica a medida com base em investigações que apontam práticas brasileiras prejudiciais ao comércio norte-americano, citando a pirataria, o desmatamento ilegal, falhas em leis anticorrupção e a operação do PIX. O governo brasileiro rebateu formalmente essas acusações em documento enviado na última semana, enquanto integrantes do Itamaraty e do Palácio do Planalto consideram que a recomendação do USTR possui motivação política e ignora argumentos técnicos apresentados no último ano.
O prazo para a conclusão de um acordo entre as duas nações termina em 15 de julho. O governo brasileiro planeja realizar mais duas rodadas de conversas com o USTR antes que a recomendação final sobre as tarifas seja encaminhada à Casa Branca. Paralelamente, representantes empresariais que participaram de audiências recentes avaliam que a aplicação de tarifas é inevitável, embora a intensidade possa ser ajustada conforme os impactos na economia dos Estados Unidos.
Ainda durante a entrevista, Caiado manifestou apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, destacando a condução do magistrado no Caso Master. Mendonça tornou-se relator do processo em fevereiro deste ano, substituindo Dias Toffoli após a Polícia Federal apresentar dados do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Master, que continham menções ao então relator.