Defesa de Jair Bolsonaro pede autorização para visita de Javier Milei durante prisão domiciliar
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF a liberação para que o presidente argentino Javier Milei o visite em 25 de julho. A solicitação ocorre sob suspensão de visitas por 30 dias e proibição de encontros político-eleitorais. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a liberação para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visite o ex-mandatário em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar humanitária.
O pedido prevê que o encontro ocorra no dia 25 de julho, data em que o Partido Liberal (PL) realiza sua convenção partidária para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Restrições judiciais e vedações
A solicitação ocorre após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, proferida na noite de sexta-feira (17), que suspendeu todas as visitas a Jair Bolsonaro por um período de 30 dias. A medida abre exceções apenas para a equipe de fisioterapia, médicos e advogados.
Além da suspensão temporária, o magistrado determinou que o ex-presidente está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das Eleições 2026.
Contexto jurídico e político
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão desde novembro de 2025, condenação referente à liderança de uma tentativa de golpe para permanecer no poder após as eleições de 2022. Atualmente, ele permanece em regime domiciliar por questões de saúde.
A movimentação da defesa coincide com a agenda de Javier Milei, que anunciou a intenção de vir ao Brasil em 25 de julho para manifestar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
Alinhamento ideológico
A relação entre os políticos foi evidenciada no dia 29 de junho, quando Milei publicou uma imagem com Flávio Bolsonaro durante a visita do senador a Buenos Aires para a Latin America Chairmen's Conference. Na ocasião, o presidente argentino mencionou a chegada de uma "maré azul" ao Brasil, termo utilizado por setores conservadores e de direita para representar a expansão de pautas opostas ao socialismo e à esquerda na América Latina.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato para o pleito de outubro, endossou a publicação, classificando Milei como um exemplo global.