Eduardo Bolsonaro atuou como produtor de filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro e Mário Frias atuaram na captação de recursos para o filme "Dark Horse", com transferências de R$ 61 milhões feitas por Daniel Vorcaro. O STF investiga possíveis irregularidades em repasses de emendas parlamentares para a produtora GoUp Entertainment e o Instituto Conhecer Brasil
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Eduardo Bolsonaro, deputado cassado pelo PL de São Paulo, atuou como produtor-executivo do longa-metragem "Dark Horse", obra baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme contrato assinado digitalmente em 30 de janeiro de 2024, Eduardo e o deputado Mário Frias (PL-SP) assumiram a função de captar recursos, elaborar documentações para investidores e gerir estratégias de financiamento, incluindo patrocínios e incentivos fiscais. A produção do filme ficou a cargo da GoUp Entertainment, empresa sediada na Flórida e composta pelos sócios Michael Brian Davis e Karina Ferreira da Gama.
A operação financeira do projeto envolveu o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que atualmente se encontra preso em Brasília sob acusação da Polícia Federal de liderar um esquema de fraudes bilionárias. Registros indicam que Vorcaro teria transferido R$ 61 milhões, após negociações e pressões diretas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a liberação dos pagamentos.
O fluxo desses recursos tornou-se objeto de análise para verificar se os valores foram efetivamente aplicados na produção cinematográfica ou se a justificativa do filme serviu para custear as despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde reside desde fevereiro do ano passado. Em resposta, Eduardo afirmou via internet que sua condição migratória no país norte-americano impossibilitaria o recebimento de verbas provenientes de fundos de investimento vinculados a Vorcaro.
Paralelamente, a estrutura da produtora GoUp Entertainment está sob escrutínio judicial. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma apuração preliminar para investigar possíveis irregularidades no repasse de emendas parlamentares a entidades ligadas à empresa, incluindo o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama. A decisão do STF ocorreu após requerimentos dos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique (PSOL-RJ).
No âmbito dessa investigação, o STF tenta intimar o deputado Mário Frias há mais de um mês para que ele preste esclarecimentos sobre a execução de recursos de emendas destinados ao referido instituto. Em nota, o Instituto Conhecer Brasil declarou que seus projetos cumprem rigorosamente todas as etapas de aprovação, execução contratual e prestação de contas exigidas pelos órgãos competentes.