Eduardo Bolsonaro nega ter recebido pagamentos para negociar candidatura ao Senado por São Paulo
Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles divergem publicamente sobre a chapa do Senado por São Paulo. Salles alegou que Eduardo teria recebido valores para negociar a candidatura de André do Prado, acusação negada pelo ex-deputado. Salles condiciona sua desistência à substituição de Prado por Ricardo Mello Araújo
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O embate entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Ricardo Salles (Novo) tornou-se público nas redes sociais, motivado por divergências sobre a composição da chapa da direita para as vagas do Senado por São Paulo. A tensão escalou para acusações mútuas após Salles sugerir, em entrevista ao podcast "IronTalks", que Eduardo teria aceitado pagamentos entre R$ 20 milhões e R$ 60 milhões para negociar a candidatura de André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Em resposta publicada nesta segunda-feira (11), Eduardo Bolsonaro classificou as declarações de Salles como calúnia e exigiu provas sobre a existência de qualquer acordo financeiro, afirmando que as suspeitas o apresentam como alguém corrupto e vendido. O ex-deputado, que reside nos Estados Unidos há mais de um ano e não detém mais mandato, assegurou que a decisão de apoiar André do Prado foi tomada sem acordos e informou que deverá atuar como primeiro suplente na chapa. Eduardo ainda criticou a postura política de Salles, afirmando que o deputado do Novo tem perdido credibilidade e se desgastado no cenário político.
A disputa ocorre em um momento de definição das candidaturas do campo conservador. A chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) terá André do Prado e Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de SP. André do Prado foi confirmado como o segundo nome da direita para o Senado na última quarta-feira (5).
Ricardo Salles, por sua vez, manifestou resistência à candidatura de André do Prado, argumentando que o presidente da Alesp pertence ao "Centrão" e não possui trajetória na direita. Salles condicionou a desistência de sua própria candidatura à substituição de André do Prado pelo vice-prefeito da capital paulista, Ricardo Mello Araújo (PL).
Internamente, integrantes do grupo bolsonarista expressam preocupação de que a insistência de Salles em concorrer possa fragmentar os votos da direita, o que favoreceria os candidatos aliados do governo Lula, com possíveis nomes como Simone Tebet (PSB), Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede).