Política

Estudantes ocupam sede da Secretaria Estadual da Educação em protesto contra políticas educacionais

27 de Março de 2026 às 11:10

Estudantes ocuparam sede da Secretaria Estadual da Educação em protesto contra políticas educacionais. A manifestação foi organizada pela União Paulista dos Estudantess Secundárias (UPES) e reivindicou a recomposição orçamentária na área de educação, com redução de R$ 11,3 bilhões do orçamento estadual desde 2024. A desocupação ocorreu durante a madrugada seguinte à chegada da Polícia Militar

Estudantes ocupam sede de Secretaria Estadual da Educação em protesto contra políticas educacionais do governo paulista.

Na tarde desta quarta-feira (25), estudantes se reuniram na Praça da República para expressar sua insatisfação com as atuais políticas educacionais implementadas pelo governo de São Paulo. A mobilização, organizada pela União Paulista dos Estudantess Secundárias (UPES) e apoiada por outras entidades estudantis, visava pressionar o governador a reassinir os investimentos na educação pública.

A ocupação da sede da Secretaria Estadual da Educação foi marcada pela presença de aproximadamente 21 pessoas, entre adultos e menores de idade. De acordo com relatos dos próprios estudantes, a desocupação do local ocorreu durante a madrugada seguinte, quando policiais militares foram acionados para remover os manifestantes.

A liderança estudantil rechaçou as críticas à violência empregada pela Polícia Militar. "Não nos cabe autoritarismo e não nos cabe violência", declararam em vídeo divulgado nas redes sociais, destacando a importância da educação como pilar fundamental para o debate sobre tratativas com estudantes.

Os principais pedidos dos manifestantes incluem a recomposição orçamentária na área de educação. Eles argumentam que desde 2024 houve uma redução no percentual mínimo obrigatório de investimento, resultando em retirada de cerca de R$ 11,3 bilhões do orçamento da educação estadual.

Além disso, os estudantes também reivindicaram a abolição das escolas cívico-militares e questionam a implementação desses projetos sem o consentimento das comunidades envolvidas. Eles defendem uma reorganização escolar que respeite as realidades locais.

As entidades estudantis afirmam estar dispostas a dialogar com os representantes do governo, mas exigem compromissos concretos para melhorias na educação pública. A Secretaria da Educação afirma ter agendado reunião com o secretário Renato Feder e expressa disposição em discutir as questões apresentadas pelos estudantes.

A ocupação é apenas mais um sinal de descontentamento dos estudantes, que buscam mudanças significativas nas políticas educacionais do governo. A luta pela melhoria da educação pública parece longe de ser resolvida, e a pressão sobre o governador para reassinar os investimentos na área continua intensa.

A situação atual destaca as necessidades urgentes das escolas estaduais paulistas e a importância de um diálogo mais profundo entre estudantes, professores, gestores educacionais e representantes do governo.

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