Política

Flávio Bolsonaro aciona o STF contra Lula por incitação ao crime e ameaça

11 de Junho de 2026 às 15:18

O senador Flávio Bolsonaro protocolou notícia-crime no STF contra o presidente Lula por incitação ao crime e ameaça. A ação baseia-se em declarações do mandatário em Catalão (GO) sobre a família Bolsonaro e a intervenção de autoridades estrangeiras. A Presidência da República não comentou o caso

Flávio Bolsonaro aciona o STF contra Lula por incitação ao crime e ameaça
Getty Images

O senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petição, tornada pública nesta quinta-feira (11), acusa o mandatário de incitação ao crime e ameaça, fundamentada em declarações feitas na semana passada, durante agenda em Catalão (GO).

A ação jurídica baseia-se em um discurso no qual Lula criticou a família Bolsonaro por supostamente buscar auxílio de autoridades dos Estados Unidos contra a atual gestão brasileira. Na ocasião, o presidente classificou os filhos do ex-presidente como "vendilhões da pátria" e afirmou que eles seriam piores que o pai. Lula mencionou ainda o enforcamento de Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, questionando qual seria o destino de quem pede a intervenção de uma nação estrangeira em decisões internas do Brasil.

A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que a fala do presidente teve a intenção de associá-lo à figura de um traidor, sugerindo que ele mereceria a morte por enforcamento. O documento protocolado no STF ressalta que a gravidade das declarações é amplificada pelo cenário político atual, citando a ocorrência de episódios recentes de violência contra lideranças políticas, tanto no Brasil quanto no exterior. A assessoria de imprensa da Presidência da República optou por não comentar o caso.

As críticas do presidente ocorreram em um contexto de discussões sobre um relatório dos Estados Unidos que propõe a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida americana justifica-se por supostas práticas restritivas ao comércio dos EUA, citando falhas na aplicação de leis anticorrupção, desmatamento ilegal e o funcionamento do PIX. A decisão final sobre a taxação, que excluiria itens como café, carne, aeronaves, fertilizantes, medicamentos e frutas, pode ser divulgada até o dia 15 de julho.

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