Flávio Bolsonaro defende flexibilização de licenças ambientais durante agenda política no Pará
O senador Flávio Bolsonaro participou do lançamento de pré-candidaturas no Pará, onde defendeu a flexibilização de licenças ambientais e a redução da maioridade penal. O parlamentar propôs a reclassificação de facções criminosas como organizações terroristas. Além disso, apresentou notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O senador Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu agenda no Pará nesta quinta-feira (11), participando do lançamento das pré-candidaturas de Dr. Daniel Santos (Podemos) ao governo estadual e do deputado Éder Mauro (PL) ao Senado Federal. Durante o evento, realizado em uma escola de samba em Belém, o pré-candidato à Presidência da República defendeu a modernização da legislação para flexibilizar licenças ambientais voltadas à mineração e ao agronegócio, argumentando que a população local sofre restrições para explorar o potencial turístico e os recursos naturais da região.
As propostas econômicas do parlamentar incluem a retomada de investimentos e a criação de empregos no estado a partir de 2027, condicionadas à desburocratização das leis ambientais para ampliar a capacidade produtiva paraense. Antes de chegar à capital, o senador esteve em Altamira, onde se reuniu com empresários do agronegócio e lideranças partidárias.
No campo da segurança pública, Flávio Bolsonaro propôs a redução da maioridade penal, a aplicação de castração química para condenados por estupro e o combate ao crime organizado. O senador defendeu que facções criminosas sejam reclassificadas como organizações terroristas, alinhando-se à medida adotada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que, desde 5 de junho, designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais especialmente designados.
Paralelamente às atividades no Pará, o senador apresentou uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação jurídica baseia-se em declarações públicas feitas pelo presidente na semana passada, em Catalão (GO), que, segundo o parlamentar, configuram incitação ao crime e ameaça.