Flávio Bolsonaro nega ter pressionado Michelle Bolsonaro por apoio à sua pré-candidatura à Presidência
O senador Flávio Bolsonaro negou ter pressionado Michelle Bolsonaro por apoio à sua pré-candidatura presidencial. A ex-primeira-dama relatou humilhações e divergiu de estratégias do PL no Ceará, resultando em sua saída da liderança do PL Mulher
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) negou ter exercido pressão sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para que ela manifestasse apoio público e explícito à sua pré-candidatura à Presidência da República. A declaração ocorre em meio a um período de instabilidade familiar, evidenciado por publicações recentes da ex-primeira-dama.
Divergências e afastamentos
O conflito tornou-se público na noite de 24 de junho, quando Michelle divulgou vídeos em suas redes sociais relatando ter sido humilhada e maltratada por Flávio. De acordo com o relato, a comunicação entre ambos foi interrompida no final de 2025, após discussões sobre a estratégia do PL no Ceará. O ponto de atrito foi a tentativa de aliança do partido com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), movimento criticado por Michelle.
A ex-primeira-dama afirmou que o senador sugeriu que ela deveria se manter afastada das decisões partidárias por não compreender de política. Em resposta a esse cenário, Michelle deixou a liderança do PL Mulher e avalia a possibilidade de desistir da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Durante seus depoimentos, ela referiu-se ao senador apenas como "meu enteado" e "pré-candidato", omitindo o sobrenome da família.
Posicionamento do senador
Flávio Bolsonaro rebateu as acusações, declarando que jamais desrespeitou ou humilhou qualquer mulher, especialmente a esposa de seu pai. O senador argumentou que a adesão de aliados à sua campanha deve ocorrer conforme a conveniência e o conforto de cada pessoa, ressaltando que seguirá seu caminho com a força disponível.
Sobre o contexto familiar, Flávio mencionou que a família atravessa um momento difícil, atribuindo a angústia de Michelle ao fato de Jair Bolsonaro estar sob prisão domiciliar em Brasília, situação que classificou como injusta.
Como tentativa de articulação, o parlamentar organizou uma reunião com lideranças femininas em Brasília, no dia 1º de julho. Embora tenha sido convidada, Michelle Bolsonaro não compareceu ao encontro.