Flávio Bolsonaro propõe que o Comando Vermelho e o PCC sejam classificados como organizações terroristas
Donald Trump divulgou imagens de encontro com Flávio e Eduardo Bolsonaro enquanto os EUA propõem sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. Flávio Bolsonaro solicitou a não taxação de empresas brasileiras e propôs a classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador discutiu tarifas, terras raras e a inclusão do Brasil no Escudo das Américas
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Donald Trump publicou nesta terça-feira (2) registros de seu encontro com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em imagens que também incluem o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A postagem ocorre simultaneamente à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a justificativa de que o Brasil adota práticas restritivas ao comércio americano. O presidente Lula atribuiu a responsabilidade por essa taxação à família Bolsonaro, vinculando a medida à visita de Flávio à Casa Branca no dia 26 de maio.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado expressamente a Donald Trump, ao vice-presidente J.D. Vance e ao secretário de Estado, Marco Rubio, que as empresas brasileiras não fossem taxadas. O senador manteve reuniões com os três representantes americanos entre a última terça-feira e a quarta-feira seguinte.
Durante a agenda, Flávio Bolsonaro propôs que as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC) sejam classificadas como organizações terroristas, solicitação que, segundo o parlamentar, Trump se comprometeu a analisar. O senador também discutiu tarifas e terras raras com o presidente americano e prometeu incluir o Brasil no Escudo das Américas — coalizão liderada pelos EUA para combater interferências estrangeiras e o crime organizado na América Latina — caso seja eleito presidente.
Nos encontros subsequentes, Flávio Bolsonaro reuniu-se por cerca de 30 minutos com Marco Rubio, cuja imagem foi divulgada pelo aliado Paulo Figueiredo. Já na conversa com J.D. Vance, o vice-presidente abordou a questão da liberdade de expressão no Brasil. No diálogo com Trump, o presidente americano perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e entregou ao senador uma "challenge coin", moeda comemorativa de origem militar.