Política

Flávio Bolsonaro rebate acusações de Lula sobre a implementação de novas taxas dos Estados Unidos

03 de Julho de 2026 às 06:10

O senador Flávio Bolsonaro rebateu acusações do presidente Lula sobre a possível aplicação de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O parlamentar solicitou ao governo Donald Trump o adiamento de taxas de 25%, motivadas por investigações americanas sobre o PIX

O senador Flávio Bolsonaro (PL) rebateu as acusações do presidente Luiz Inácio Lula (PT), que atribuiu à família Bolsonaro a possibilidade de a implementação de novas taxas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em resposta, o parlamentar afirmou que o próprio presidente é quem possui interesse em um novo "tarifaço".

O conflito teve início após Lula criticar, nesta quinta-feira (2), a manifestação enviada por Flávio Bolsonaro na quarta-feira (1º) ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). No documento, o senador solicitou ao governo de Donald Trump que a aplicação de tarifas de 25% sobre exportações nacionais seja adiada por 180 dias, argumentando que a medida poderia fortalecer politicamente Lula em um ano eleitoral. O presidente reagiu afirmando que o Brasil não está à venda e classificou a solicitação de adiamento como uma atitude de "traidores da pátria", defendendo que não há justificativa para a imposição de taxas, independentemente do calendário eleitoral.

Flávio Bolsonaro contra-argumentou que a gestão atual teria "envergonhado o Brasil" ao colaborar com a administração Trump para impedir que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como terroristas. O senador alegou que Lula ignorou a situação de mais de 50 milhões de cidadãos que vivem em áreas controladas por esses grupos, sugerindo que o presidente tenta converter a punição a empresas brasileiras em uma narrativa de defesa da soberania para viabilizar sua reeleição.

No campo institucional, o senador informou ter defendido pessoalmente a manutenção do PIX em reunião com Donald Trump e com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O sistema de pagamentos brasileiro foi alvo de investigações do governo americano por práticas consideradas "irrazoáveis", o que fundamenta a proposta de taxação de 25% sobre os produtos do Brasil. Enquanto isso, o governo brasileiro mantém a posição de não abrir mão do PIX, mas propõe novas medidas aos Estados Unidos para evitar a aplicação das tarifas.

Com informações de G1

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