Política

Flávio Bolsonaro solicitou R$ 134 milhões a banqueiro para produzir filme biográfico sobre Jair Bolsonaro

19 de Maio de 2026 às 06:36

O senador Flávio Bolsonaro solicitou R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para produzir a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O valor corresponde a 11% dos investimentos feitos pelo Rioprevidência e pela Cedae no Banco Master

Flávio Bolsonaro solicitou R$ 134 milhões a banqueiro para produzir filme biográfico sobre Jair Bolsonaro
Betinho Casas Novas/TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. O montante pedido equivale a 11% do total investido no Banco Master por meio do Rioprevidência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), sob a gestão do governador Cláudio Castro (PL).

As negociações para o financiamento da obra teriam iniciado em dezembro de 2024, data em que o senador afirma ter sido apresentado a Vorcaro. No mesmo período, a Cedae mantinha R$ 231,6 milhões aplicados em CDBs da instituição financeira. Paralelamente, o Rioprevidência, responsável pelas pensões e aposentadorias de servidores estaduais, havia alocado R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master, distribuídos em nove operações entre novembro de 2023 e julho de 2024.

Essas Letras Financeiras são classificadas como ativos de alto risco, pois não permitem resgate antecipado e não possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O Banco Master também recebeu aportes de outras entidades públicas, incluindo R$ 400 milhões do instituto de previdência do Amapá e recursos via Banco de Brasília.

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, afirmou que a sugestão para investir partiu de Euchério Lerner Rodrigues, então diretor de investimentos da autarquia. A indicação de Antunes para o cargo é atribuída, por fontes do PL, ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda.

Embora Flávio Bolsonaro tenha negado qualquer vínculo entre o pedido de verba para o filme e os investimentos públicos no banco, a cronologia dos fatos indica que a instituição operava com recursos do governo de Cláudio Castro, aliado do senador, enquanto as tratativas para a cinebiografia ocorriam. Não foram encontrados indícios concretos de que as aplicações estaduais tenham servido como contrapartida ao pedido de financiamento.

Com informações de G1

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