Governo minimiza influência de Joesley Batista em ligação entre Lula e Donald Trump
Celso Amorim minimizou a influência de Joesley Batista no contato telefônico entre os presidentes Lula e Donald Trump. A ligação, ocorrida no Palácio da Alvorada, resultou em um encontro presencial na Casa Branca no dia 7
Celso Amorim, assessor-chefe para Assuntos Internacionais da Presidência da República, minimizou a influência de Joesley Batista na viabilização de um contato telefônico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governo brasileiro manifestou desconforto com a divulgação de detalhes sobre a referida ligação.
O diálogo ocorreu na véspera do feriado de 1º de maio, durante uma reunião entre Lula e o empresário Joesley Batista, proprietário da J&F, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, ao ser mencionada a dificuldade de agendar um encontro presencial com Trump, o empresário sugeriu a realização de uma chamada imediata, proposta aceita pelo presidente brasileiro. Joesley Batista declarou, nesta segunda-feira (11), que não fará comentários sobre a intermediação para destravar a visita de Lula aos Estados Unidos.
A conversa telefônica durou aproximadamente 40 minutos, período em que Trump manteve um tom amistoso, relatando ter pesquisado a trajetória política de Lula e expressando admiração por ela. O encerramento da chamada foi marcado por uma frase descontraída do líder norte-americano, que disse “I love you” ao interlocutor.
Durante a ligação, Lula manifestou a intenção de tratar de interesses mútuos entre as duas nações, além de discutir conflitos internacionais e a atuação da ONU. Trump demonstrou interesse em ouvir as perspectivas brasileiras sobre tais temas e afirmou que sua equipe organizaria os detalhes para um encontro presencial, solicitado por Lula. A confirmação da data ocorreu no dia seguinte.
A reunião entre os dois presidentes foi concretizada na quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. Para justificar a aproximação, Amorim destacou o prestígio internacional de Lula e a atuação da diplomacia brasileira nos últimos meses.