Iran diz não ser agressor e critica presença militar dos EUA no seu território
O líder iraniano afirmou que seu país não é agressor e rechaçou acusações de ameaçar segurança dos EUA. Ele criticou presença militar estadunidense no Irã e alega que os americanos lançaram ataques sem motivo contra sua nação. A carta foi publicada em rede social um mês após início do conflito entre EUA, Israel e o território iraniano
O líder do Irã afirma que seu país não é agressor e rechaça acusações de ameaçar segurança dos EUA.
Em uma carta publicada na rede social X, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que a política externa do seu governo visa combater "enxurradas de distorções e narrativas fabricadas" sobre o Irã. Ele destacou que sua nação é uma das civilizações mais antigas da história humana, mas nunca escolheu caminho da agressão ou colonialismo.
Pezeshkian também criticou a presença militar dos EUA no seu país e acusou os americanos de lançar recentes ataques contra o Irã sem motivo. Ele mencionou que as relações entre seus países não sempre foram hostis, mas se deterioraram após um golpe de Estado apoiado pelos norte-americanos em 1953.
O presidente iraniano também destacou os avanços alcançados pelo seu país desde a Revolução Islâmica e criticou o impacto das sanções econômicas impostas pela comunidade internacional. Ele questionou se as políticas dos EUA realmente atendem aos interesses do povo americano.
Pezeshkian também acusou Israel de manipular os EUA para promover seu próprio interesse na região e criticou a agressão militar contra o Irã como uma tentativa de desviar a atenção das atrocidades cometidas pelos israelenses contra os palestinos. Ele convidou as pessoas do mundo todo a "olhar além da máquina de desinformação" e conversar com aqueles que visitaram o Irã para entender melhor sua realidade.
A carta foi publicada no mesmo dia em que completava um mês desde o início dos ataques combinados entre os EUA e Israel contra território iraniano, sem perspectiva de acordo. O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e aumentos nos preços do petróleo.
O presidente americano Donald Trump deve fazer um pronunciamento à nação sobre a guerra ainda nesta quarta-feira, em horário de Brasília.