Política

Justiça Eleitoral oficializa a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do partido Democracia Cristã

27 de Maio de 2026 às 12:29

A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão de Aldo Rebelo do partido Democracia Cristã após a sigla indicar Joaquim Barbosa para a Presidência da República. A medida ocorreu devido a conflitos internos e críticas do ex-ministro à direção nacional da legenda. Rebelo acionou o Judiciário para tentar reverter a decisão

Justiça Eleitoral oficializa a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do partido Democracia Cristã
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Justiça Eleitoral oficializou a expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo do partido Democracia Cristã (DC). A decisão, publicada na segunda-feira (25) pelo juiz Tiago Machado, concretiza a determinação da direção nacional da sigla.

O desligamento é o desfecho de um conflito interno iniciado quando o DC indicou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como alternativa para a disputa da Presidência da República. A movimentação substituiu Rebelo, que já havia sido anunciado como pré-candidato ao cargo.

Em resposta à mudança, o ex-ministro criticou publicamente a direção nacional e o presidente da legenda, João Caldas, classificando a indicação de Barbosa como uma afronta às suas convicções políticas. Rebelo afirmou que a escolha de Barbosa contrariava decisões democráticas e a transparência, defendendo que candidaturas devem ser projetos coletivos, e não de grupos específicos. O ex-ministro chegou a declarar que manteria sua pré-candidatura até a convenção partidária, mesmo que fosse necessário recorrer ao Judiciário.

Além das divergências eleitorais, Rebelo alegou que João Caldas estaria preocupado com o andamento do caso Master, em Alagoas. Até o início de abril, a capital alagoana era administrada por João Henrique Caldas (JHC), filho do presidente do partido, que é pré-candidato ao governo estadual.

O DC reagiu às críticas abrindo um processo interno para a exclusão de Rebelo. Em comunicado, a legenda afirmou ter esgotado as tentativas de resolução harmoniosa e justificou a medida citando a intransigência do filiado e a violação de princípios, valores e do estatuto do partido. A direção nacional deliberou pela abertura de procedimento disciplinar, resultando na expulsão sumária e na posterior comunicação à Justiça Eleitoral.

Por meio de sua assessoria, Aldo Rebelo informou que já acionou a Justiça para tentar reverter a expulsão, sob o argumento de que o processo sumário desrespeitou os ritos previstos no estatuto da sigla.

Com informações de G1

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