Política

Lula Afirma que Não Há Justificativas para Alta do Preço de Óleo Diesel

27 de Março de 2026 às 11:08

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não há justificativas para a alta do preço do óleo diesel e criticou postos de gasolina por aumentarem indevidamente os preços. Ele disse que subsídios feitos pelo governo ao óleo diesel foram suficientes para compensar a alta do petróleo. A guerra no Oriente Médio está gerando distúrbios na cadeia global de petróleo, levando a aumento nos preços dos combustíveis em todo o mundo

Em meio à escalada de preços nos combustíveis no país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem (26) que não há justificativas para a alta do preço do óleo diesel. De acordo com ele, os aumentos na gasolina e no etanol são independentes da guerra no Oriente Médio.

"Não vamos deixar a responsabilidade da guerra contra o Irã chegar ao preço da alface, cebola e feijão que o povo brasileiro come", disse Lula durante visita à unidade industrial da montadora Caoa em Anápolis (GO), na qual foi reinaugurada uma planta fabril por meio de parceria com a chinesa Changan.

O presidente destacou ainda que os subsídios feitos pelo governo federal ao óleo diesel foram suficientes para compensar a alta do petróleo. "A gente criou subsídio e temos a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor", afirmou Lula.

Ele também criticou os postos de gasolina que estão aumentando indevidamente a gasolina e o etanol, sem nenhuma relação com a guerra no Irã. "Eles têm malandragem demais para fazer isso", disse.

A guerra no Oriente Médio tem gerado distúrbios na cadeia global de petróleo, levando ao aumento dos preços nos combustíveis em todo o mundo. No Brasil, o governo federal adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem das alíquotas do PIS e da Cofins sobre o diesel.

O óleo diesel é um dos derivados que mais sente a pressão internacional, pois o Brasil importa 30% do petróleo consumido no país. Além disso, os caminhoneiros têm sido afetados diretamente pelos aumentos nos preços dos combustíveis.

Com informações de Agência Brasil

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