Lula afirma que não utilizará inteligência artificial em sua campanha política
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não usará inteligência artificial em sua campanha e apoiou as restrições do TSE sobre a tecnologia. As normas aprovadas pela Corte proíbem conteúdos sintéticos em períodos específicos das eleições de 2026. O descumprimento das regras prevê a remoção do material ou a suspensão do serviço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio às restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto ao uso de inteligência artificial (IA) em processos eleitorais, afirmando que não utilizará a ferramenta em sua campanha política. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (14), durante a entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Lula associou a tecnologia à disseminação de mentiras e manipulações digitais, argumentando que a IA pode beneficiar quem deseja enganar o eleitor. O presidente exemplificou a situação citando a criação de imagens que simulam a presença de candidatos em comícios em locais diferentes simultaneamente, reiterando que a escolha do voto deve se basear em fatos reais.
O petista informou ter tomado conhecimento das normas durante a posse do ministro Nunes Marques na presidência do TSE, ocorrida na última terça-feira (12).
As regras, aprovadas por unanimidade pelos ministros da Corte Eleitoral em março, definem as diretrizes de propaganda para as eleições de 2026. A resolução proíbe a publicação, republicação ou o impulsionamento pago de conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas seguintes ao pleito.
O descumprimento dessas normas prevê a remoção imediata do material ou a suspensão do serviço, seja por ação das plataformas digitais ou por ordem judicial. Além disso, a determinação impede que empresas de inteligência artificial priorizem, sugiram ou recomendem candidatos, coligações, partidos ou federações.