Política

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno, aponta pesquisa Quaest

11 de Junho de 2026 às 06:32

Pesquisa Quaest indica que Lula lidera simulação de segundo turno com 44% contra 38% de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, o presidente soma 39% e o senador 29%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais

O presidente Lula ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno, atingindo 44% das intenções de voto contra 38% do parlamentar, conforme aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). O resultado encerra o empate técnico registrado em maio, quando os candidatos apresentavam, respectivamente, 42% e 41% das preferências. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

O crescimento da liderança do presidente é impulsionado, sobretudo, pelo segmento de eleitores independentes — aqueles que não se identificam com a direita, a esquerda, o bolsonarismo ou o lulismo. Esse grupo, que representa um terço do eleitorado, registrou a oscilação mais expressiva: Lula subiu de 29% para 37%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 31% para 24%. Em abril, o senador havia atingido seu ápice nesse grupo, com 33%. Atualmente, 30% dos independentes afirmam que não votariam em nenhum dos dois candidatos em um eventual segundo turno.

No cenário de primeiro turno, Lula mantém a liderança isolada com 39%. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 29%, registrando queda em relação aos 33% de maio, reflexo de uma perda de espaço entre eleitores de direita que não são bolsonaristas, apesar de manter a maioria do apoio neste núcleo.

A imagem do senador foi impactada negativamente pela divulgação de áudios com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme "Dark Horse". A pesquisa indica que 65% dos brasileiros consideram a solicitação de recursos um erro, e 58% acreditam que o episódio sugere envolvimento ilegal.

A disputa também se concentrou na narrativa sobre as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A versão do Planalto, de que Flávio Bolsonaro teria solicitado o aumento das tarifas a Donald Trump, é aceita por 47% dos entrevistados, contra 35% que concordam com a negativa do senador. Sobre a motivação das tarifas, 46% acreditam que se trata de uma retaliação ao PIX, enquanto 36% endossam a tese de Flávio de que a medida decorre de críticas diplomáticas do governo brasileiro. Paralelamente, 53% veem as tarifas como negativas para a economia nacional.

Quanto à segurança, 60% da população defende a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. No entanto, apenas 45% concordam com essa classificação quando partindo do governo americano. O levantamento aponta que a medida dos EUA, somada ao tarifaço, reforçou as críticas de Lula sobre a interferência externa no país.

A aprovação da gestão Lula apresentou recuperação, atingindo 47%, contra 48% de desaprovação. A diferença entre os índices era de nove pontos em abril e caiu para um ponto agora. Esse movimento é atribuído a medidas econômicas: a ampliação da isenção do Imposto de Renda e a redução do preço dos combustíveis foram aprovadas por 53% dos entrevistados. Além disso, o programa Desenrola contribuiu para que o percentual de brasileiros que se declaram muito endividados caísse de 28% para 23%, enquanto a parcela de quem não possui dívidas subiu para 30%.

Em relação a alternativas de terceira via, a disputa permanece polarizada e com números baixos. Renan Santos, do Missão, lidera numericamente com 3%, empatado com Ronaldo Caiado (PSD). Aécio Neves, defendido pelo PSDB, e Romeu Zema (Novo) aparecem com 2% cada. Devido à margem de erro, todos os nomes estão tecnicamente empatados.

Com informações de G1

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