Política

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulações de voto segundo pesquisa Quaest

16 de Julho de 2026 às 06:07

Pesquisa Quaest indica que Lula lidera intenções de voto contra Flávio Bolsonaro, com 40% a 28% no primeiro turno e 45% a 37% no segundo. O levantamento aponta recuperação da aprovação do governo federal entre jovens e independentes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em simulações de voto para o primeiro e segundo turnos, conforme aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). No cenário de primeiro turno, Lula registra 40% das intenções de voto, contra 28% de Flávio. Já na simulação de segundo turno, a liderança do petista sobe para 45%, enquanto o senador do PL soma 37%.

A sondagem, a última realizada pelo instituto antes do início oficial das campanhas em 16 de agosto, indica uma recuperação na aprovação do governo federal. Esse movimento é observado especialmente entre eleitores jovens e independentes.

Dinâmica da Oposição e Percepção Pública

Os dados revelam uma perda de espaço de Flávio Bolsonaro entre a direita que não se identifica como bolsonarista, sugerindo que esse segmento de eleitores pode buscar alternativas na urna.

A imagem do senador foi impactada por três fatores principais:
* A questão do "tarifaço";
* O caso Vorcaro;
* A repercussão de vídeos nos quais Michelle Bolsonaro afirma ter sido humilhada por Flávio.

Sobre esse último ponto, a pesquisa indica que 42% dos entrevistados concordam com a versão de Michelle, enquanto apenas 18% apoiam a posição do senador.

Fatores Econômicos e Políticos

A melhora na avaliação do governo Lula é atribuída à percepção de recuperação da economia. Esse cenário indica que o desgaste político do governo foi neutralizado, retornando a patamares semelhantes aos de oito meses atrás.

Para recuperar a competitividade, aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que o senador precisará reconquistar o apoio de eleitores independentes e da direita não bolsonarista. O cientista político e diretor da Quaest, Felipe Nunes, analisou as projeções e os impactos dos eventos recentes na política brasileira, detalhando os sinais para o governo, a oposição e as candidaturas da terceira via.

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