Política

Lula classifica como "caso de polícia" relação entre Flávio Bolsonaro e banqueiro Daniel Vorcaro

14 de Maio de 2026 às 18:02

O presidente Lula classificou como "caso de polícia" a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração refere-se ao aporte de R$ 61 milhões para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro. Vorcaro está preso sob acusação de liderar fraudes financeiras de R$ 12 bilhões

Durante visita a uma unidade de fertilizantes da Petrobras em Camaçari, na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como um "caso de polícia" a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração ocorreu após questionamentos sobre diálogos entre ambos a respeito do financiamento de uma obra cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As negociações, reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil e confirmadas por investigadores, envolvem a solicitação de recursos e a pressão por pagamentos feita pelo senador. Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria aportado R$ 61 milhões para a produção do filme "Dark Horse" entre fevereiro e maio de 2025. O montante foi destinado a um fundo nos Estados Unidos pertencente a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Atualmente, Vorcaro encontra-se preso em Brasília. De acordo com a Polícia Federal, ele é acusado de liderar um esquema de fraudes financeiras que pode totalizar R$ 12 bilhões.

Ao ser interpelado por jornalistas na saída do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Bolsonaro limitou-se a dizer que os valores eram de natureza privada. Posteriormente, o senador publicou um vídeo em que admite ter solicitado o dinheiro ao banqueiro, porém nega a existência de irregularidades ou relações espúrias, sugerindo a abertura de uma CPI para investigar o Banco Master.

Ainda em Camaçari, o presidente Lula abordou a soberania nacional, mencionando seu encontro recente com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Na ocasião, criticou a privatização da BR Distribuidora realizada na gestão anterior, afirmando que governantes com "formação política de vira-lata" tendem a vender ativos públicos sob a justificativa de ineficiência quando não possuem capacidade de gestão.

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