Política

Lula cumpre agenda em Minas Gerais em meio a indefinições sobre candidaturas ao governo estadual

19 de Junho de 2026 às 06:06

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda nesta sexta-feira (19) em Belo Horizonte e Divinópolis. O PT articula candidaturas ao governo de Minas Gerais com nomes como Gabriel Azevedo e Josué Gomes da Silva, além de avaliar opções próprias. No campo oposto, o PL e aliados de Flávio Bolsonaro buscam definir a chapa para a disputa estadual

Lula cumpre agenda em Minas Gerais em meio a indefinições sobre candidaturas ao governo estadual
TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda nesta sexta-feira (19) em Belo Horizonte e Divinópolis, em Minas Gerais. A visita ocorre em um momento de indefinição sobre quem encabeçará o palanque do petista no segundo maior colégio eleitoral do país para as eleições deste ano.

A estratégia inicial do governo federal baseava-se no ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que era a aposta de Lula para a disputa ao governo estadual. No entanto, Pacheco desistiu da candidatura e anunciou que deixará a vida pública.

Atualmente, a articulação do PT, conduzida pelo presidente da legenda, Edinho Silva, concentra-se em dois nomes: Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, e Josué Gomes da Silva (PSB), ex-presidente da Fiesp. Embora o diretório estadual do PT demonstre resistência, o grupo que apoia Azevedo argumenta que sua juventude e perfil moderado podem atrair eleitores fora do eixo ideológico direita-esquerda.

Paralelamente, o PT avalia a possibilidade de lançar candidatura própria, testando em pesquisas os deputados Reginaldo Lopes e Rogério Correia. A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), surge como alternativa, mas a preferência da parlamentar e do partido é que ela dispute uma vaga no Senado, onde lidera as intenções de voto.

No campo da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também enfrenta impasses para consolidar seu palanque em Minas. A relação com o governador Zema foi tensionada após críticas públicas do gestor sobre a conduta do senador, que teria agido de forma semelhante às práticas do PT. Apesar do encontro recente em Belo Horizonte para pregar a união da direita no segundo turno, as definições seguem incertas.

Enquanto o grupo de Zema apoia Mateus Simões (PSD), o PL considera o nome de Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg. Contudo, o senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as pesquisas para o governo e é aliado de Flávio Bolsonaro no Senado, é a figura central da disputa. Uma ala do PL tenta viabilizar uma chapa composta por Cleitinho como titular e Roscoe como vice.

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