Política

Lula deve indicar Patrus Ananias para disputar o governo de Minas Gerais

10 de Julho de 2026 às 12:30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve indicar o deputado Patrus Ananias (PT-MG) para a disputa do governo de Minas Gerais. A decisão ocorre após a recusa de nomes como Rodrigo Pacheco, Josué Gomes e Alexandre Kalil. O senador Cleitinho Azevedo deve anunciar sua candidatura ao governo estadual na segunda quinzena de julho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve indicar o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) para disputar o governo de Minas Gerais. A definição ocorre após a recusa de nomes como Rodrigo Pacheco (PSD) e Josué Gomes (PSB), além de tentativas frustradas de composição com Alexandre Kalil. O empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, declinou a possibilidade de entrar em uma nova disputa eleitoral.

A escolha de Ananias baseia-se em seu perfil moderado e na ligação com a área social, tendo atuado como prefeito de Belo Horizonte e ministro do Desenvolvimento Agrário durante a segunda gestão de Dilma Rousseff. O nome é visto como estratégico para mitigar a rejeição do PT em território mineiro, onde a legenda busca recuperar sua imagem neste pleito.

Outras alternativas foram descartadas pelo governo, incluindo a formação de alianças com o MDB. Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e vista como símbolo de renovação partidária no estado, chegou a ser convidada por Lula para a disputa do governo, mas optou por manter sua candidatura ao Senado. Já Alexandre Kalil, filiado ao PDT, rejeitou a união com o PT sob a justificativa de que a composição teria sido a causa de sua derrota no último processo eleitoral.

Enquanto isso, no campo oposto, Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, aguarda a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). O parlamentar deve anunciar se concorrerá ao governo estadual na segunda quinzena de julho, após a Copa do Mundo.

A definição dos candidatos em Minas Gerais é central para a disputa nacional, dado que o estado é considerado decisivo: desde a redemocratização, o vencedor no território mineiro conquistou a eleição para a Presidência da República.

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