Política

Lula e Delcy Rodríguez discutem cooperação brasileira para a reconstrução da Venezuela após terremotos

11 de Julho de 2026 às 06:04

Luiz Inácio Lula da Silva e Delcy Rodríguez discutiram por telefone a recuperação da Venezuela após terremotos que causaram 3.889 mortes. O Brasil, que já enviou 60 toneladas de insumos e 174 profissionais, planeja nova etapa de auxílio humanitário. O foco atual do governo venezuelano é a reconstrução de moradias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, trataram por telefone, nesta sexta-feira (10), das medidas de recuperação do país caribenho após os terremotos ocorridos há duas semanas. Durante a conversa, o governo brasileiro reiterou o compromisso de manter a cooperação nos esforços de reconstrução e no suporte à população afetada.

A tragédia teve início no dia 24 de junho, quando a região norte da Venezuela, incluindo a capital Caracas, foi atingida por dois sismos sequenciais. Os trechos foram os mais intensos registrados na nação em mais de um século, resultando em pelo menos 3.889 mortes e na destruição de edifícios na capital e em áreas adjacentes.

Em resposta, Delcy Rodríguez agradeceu a assistência humanitária brasileira e informou que as equipes de busca por vítimas e as ações de socorro aos sobreviventes continuam ativas. A mandatária venezuelana ressaltou que a prioridade do governo agora se volta para a reconstrução das zonas atingidas, com foco na criação de moradias para as milhares de famílias que perderam seus lares.

O Brasil planeja agora a implementação de uma nova etapa de auxílio humanitário. Anteriormente, a operação brasileira concentrou-se no resgate de vítimas e no fornecimento de suprimentos, mobilizando seis voos — cinco da Força Aérea Brasileira e um da companhia Gol.

O suporte inicial incluiu o envio de 60 toneladas de insumos médicos, equipamentos e suprimentos, além de 100 purificadores de água. A estrutura de apoio contou com um hospital de campanha equipado com 30 leitos, capacidade para cirurgias, atendimentos emergenciais, módulo infantil e preparo para pandemias. Para viabilizar a operação, foram deslocados 93 militares da Marinha, 71 bombeiros, quatro especialistas da Defesa Civil e seis técnicos da Anatel.

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