Política

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam empate técnico em eventual segundo turno, segundo a Quaest

13 de Maio de 2026 às 09:19

Pesquisa Quaest indica empate técnico entre Lula (42%) e Flávio Bolsonaro (41%) em eventual segundo turno. No primeiro turno, o presidente lidera com 39%, seguido pelo senador com 33%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de maio

Lula e Flávio Bolsonaro apresentam empate técnico em eventual segundo turno, segundo a Quaest
Arte/g1

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentam empate técnico em um eventual segundo turno para as eleições de outubro, conforme levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (13). Lula registra 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 41%. O cenário indica uma recuperação numérica do presidente, que em abril estava atrás do senador e, em março, dividia a liderança com 41% cada. O histórico recente mostra que Lula detinha vantagem de dez pontos em dezembro, recuando para sete em janeiro e cinco em fevereiro.

No primeiro turno, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 4% cada, enquanto Renan Santos (Missão) registra 2%. Outros candidatos, como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP), possuem 1% cada, e Aldo Rebelo (DC) e Hertz Dias (PSTU) não registraram porcentagem.

Em outras simulações de segundo turno, o presidente mantém a liderança contra diferentes adversários. Contra Renan Santos, a vantagem é de 17 pontos, com 45% para Lula e 28% para Santos. No confronto com Romeu Zema, Lula soma 44% contra 37% do governador. Já contra Ronaldo Caiado, o presidente também atinge 44%, enquanto Caiado registra 35%.

Um grupo decisivo na disputa é composto pelos eleitores independentes, que representam 32% do total. Entre eles, o cenário é fragmentado: 35% não pretendem votar em nenhum dos dois candidatos no segundo turno, 31% escolheriam Flávio Bolsonaro e 29% optariam pela reeleição de Lula.

A pesquisa também monitorou a percepção sobre a gestão federal. A aprovação do governo subiu de 43% para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%. A avaliação positiva da gestão passou de 31% para 34%, e a negativa recuou de 42% para 39%. O índice de quem considera o governo regular é de 25%. No entanto, 53% dos entrevistados acreditam que o Brasil segue na direção errada, contra 38% que veem o país no caminho certo.

Sobre a continuidade no poder, 55% dos participantes consideram que Lula não deveria ter novo mandato, embora esse número seja menor que os 59% registrados em abril. A parcela que avalia que o presidente merece seguir no cargo subiu de 38% para 41%.

A percepção midiática e ações governamentais recentes influenciaram os dados. O índice de pessoas que veem mais notícias negativas sobre o governo caiu de 48% para 43%, enquanto a percepção de notícias positivas subiu de 23% para 32%. Entre as medidas citadas, a nova edição do programa Desenrola é vista como boa ideia por 50% dos entrevistados, e 48% acreditam que a iniciativa ajudará famílias endividadas. Outras ações recentes incluem o plano de combate a organizações criminosas e a revogação do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50. Além disso, 43% dos respondentes consideram que Lula saiu fortalecido após a visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Quanto ao receio político, 44% dos entrevistados temem o retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% consideram a reeleição de Lula como o pior cenário. Outros 7% manifestaram medo de ambas as possibilidades.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-03598/2026. Sobre a definição do voto, 63% afirmam que sua decisão é definitiva, contra 37% que ainda podem mudar de opinião.

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