Lula lidera intenções de voto para a eleição presidencial com 40% segundo a Quaest
Pesquisa Quaest indica Lula (PT) na liderança para o primeiro turno presidencial com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 28%. No segundo turno, a vantagem do presidente subiu para 8 pontos percentuais, registrando 45% contra 37% do senador
O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, com 40%, segundo novo levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (15). O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 28%.
A distância entre os dois principais nomes amplia-se em cenários de segundo turno. Em um confronto direto, a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro subiu de 6 para 8 pontos percentuais, com o presidente registrando 45% contra 37% do senador. Lula também lidera em eventuais disputas finais contra Romeu Zema (35%), Ronaldo Caiado (36%) e Renan Santos (33%).
Desempenho de outros pré-candidatos e rejeição
Além dos líderes, a pesquisa aponta Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Outros nomes somam 4%. No detalhamento dos dados, observa-se que as alternativas de direita ao senador Flávio Bolsonaro ainda possuem baixa penetração: 44% dos eleitores não conhecem Caiado, 50% desconhecem Zema e 77% não sabem quem é Renan Santos.
A rejeição é o ponto crítico para os favoritos. 57% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro de forma alguma, enquanto 53% manifestaram a mesma recusa em relação a Lula.
Impactos institucionais e crises internas
O levantamento capta a repercussão de dois eventos recentes. O primeiro é a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT), suspeito de receber propina para beneficiar o Banco Master. Embora 54% dos entrevistados desconhecessem o caso, 61% dos que sabiam acreditam que o senador agiu incorretamente. O impacto na campanha presidencial é sentido por 37% dos eleitores, que veem a investigação como muito negativa para Lula, enquanto 25% a consideram pouco negativa e 22% acreditam que não há efeito.
No campo oposto, a disputa interna na família Bolsonaro é evidenciada por vídeos em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relata ter sido humilhada por Flávio. A pesquisa indica que 45% dos eleitores aprovam a atitude de Michelle ao divulgar as críticas. Entre os eleitores de direita não bolsonaristas, a aprovação da conduta de Michelle chega a 35%, caindo para 20% entre os bolsonaristas.
De acordo com a direção da Quaest, esse conflito familiar reduziu a percepção de moderação de Flávio Bolsonaro perante o eleitor independente, que caiu de 33% para 29%.
Aprovação do governo e eleitorado independente
A gestão de Lula apresenta uma melhora na percepção pública, com 48% de aprovação contra 47% de desaprovação. Este é o primeiro momento desde dezembro de 2024 em que o índice de aprovação supera numericamente o de desaprovação, embora a diferença esteja dentro da margem de erro. No detalhamento, 36% classificam o governo como ótimo ou bom, 26% como regular e 36% como ruim ou péssimo.
Quanto ao segmento de eleitores independentes, que representam um terço do total, Lula detém 30% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro (15%), Caiado (8%), Renan (5%) e Zema (2%). Neste grupo, a indecisão e a abstenção somam 34%.
Metodologia e dados técnicos
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre 10 e 13 de julho, ouvindo 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no TSE sob o número BR-07181/2026.
Sobre a definição do voto, 65% dos participantes afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 35% admitem que podem mudar de opinião.
No levantamento, o PRTB ainda aparece representado por Heró Bezerra, pois a pesquisa já estava registrada na Justiça Eleitoral antes do anúncio da pré-candidatura de Leonardo Avalanche, ocorrido na terça-feira (14). Em comparação a junho, o nome de Aécio Neves (PSDB) deixou de figurar na lista após sua desistência.