Política

Maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelas tarifas dos Estados Unidos

16 de Julho de 2026 às 09:06

Pesquisa Quaest indica que 51% dos brasileiros atribuem a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelas tarifas dos EUA, enquanto 30% concordam com a versão do senador. O levantamento aponta que 49% dos entrevistados veem a medida como retaliação ao Pix e 63% acreditam em impactos negativos para suas famílias

A maioria da população brasileira atribui a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, conforme aponta levantamento da Quaest divulgado nesta quinta-feira (16). Ao serem questionados sobre a motivação do "tarifaço", 51% dos entrevistados concordam com a versão do presidente Lula, que acusa o senador de ter solicitado a sanção a Donald Trump. Em contrapartida, 30% aderem à tese de Flávio Bolsonaro, que afirma que o Lula teria provocado o governo americano.

O cenário indica um crescimento na percepção de culpa sobre o senador, que em junho detinha 35% de apoio à sua versão, enquanto a concordância com a fala de Lula subiu de 47% para os atuais 51%.

Motivações e percepção de impacto

A divergência entre as narrativas também se estende ao motivo técnico das taxas. 49% dos brasileiros acreditam que a medida é uma retaliação ao Pix, corroborando a visão de Lula. Já a versão de Flávio Bolsonaro, que defende que as tarifas resultam de declarações do presidente brasileiro contra os EUA, é aceita por 33% dos respondentes. Em junho, esses índices eram de 46% e 36%, respectivamente, enquanto 10% não concordam com nenhum dos dois lados.

A percepção sobre as consequências econômicas da medida tornou-se mais pessimista. 63% dos cidadãos acreditam que as tarifas de 25% impostas pelos EUA prejudicarão a vida de suas famílias, um aumento em relação aos 55% registrados no mês anterior. Outros 31% consideram que não haverá impacto negativo.

Articulação diplomática e ceticismo

Apesar da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para negociar a revisão das taxas com Trump, a iniciativa possui baixa visibilidade e eficácia percebida:

  • 57% dos brasileiros afirmaram desconhecer a viagem do senador.
  • Entre os que sabem do deslocamento, 58% avaliam que ele não possui influência suficiente para convencer o governo americano a recuar.
  • Apenas 34% acreditam na capacidade de articulação do senador para reverter as tarifas.

Metodologia

O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos e realizou a escuta de 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho, portanto, antes da confirmação da tarifa de 25% ocorrida na última quarta-feira. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-07181/2026.

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