Política

Maioria dos brasileiros concorda com a classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas

23 de Junho de 2026 às 15:10

Pesquisa Datafolha indica que 59% dos brasileiros concordam com a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. O levantamento aponta que 74% dos entrevistados rejeitam intervenções dos Estados Unidos no Brasil sem autorização do governo federal. A consulta ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais

Maioria dos brasileiros concorda com a classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas
Divulgação

A maioria dos brasileiros, 59%, manifestou concordância total ou parcial com a definição do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O levantamento do Datafolha, divulgado nesta terça-feira (23), detalha que 45% dos entrevistados concordam plenamente com a classificação, enquanto 14% concordam em parte. No sentido oposto, 22% discordam totalmente e 11% discordam parcialmente da medida.

Apesar da aceitação da classificação, há uma forte rejeição à intervenção estrangeira: 74% dos participantes são contrários a operações dos Estados Unidos em território brasileiro contra as facções sem a prévia autorização do governo federal. A medida americana de classificar o PCC e o CV como grupos terroristas foi oficializada no fim de maio e implementada em junho, sob a gestão do governo de Donald Trump.

Sobre a percepção da influência política nessa decisão, 54% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atuou para viabilizar a medida. Dentre os que veem essa interferência, 57% a consideram negativa para o Brasil, enquanto 37% a avaliam como positiva. O parlamentar esteve em Washington em maio, reunindo-se com o presidente Trump na Casa Branca dois dias antes do anúncio oficial dos Estados Unidos.

Quanto ao nível de informação sobre o tema, 83% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento da nova classificação. Desse grupo, 35% se declaram bem informados e 37% consideram-se mais ou menos informados, ao passo que 11% dizem estar mal informados. Outros 13% afirmaram não ter conhecimento do assunto e 5% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de junho, abrangendo 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios. O estudo apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Com informações de G1

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