Política

Maioria dos brasileiros defende que governo federal classifique facções criminosas como organizações terroristas

10 de Junho de 2026 às 09:28

Pesquisa Quaest de junho de 2026 indica que 60% dos brasileiros apoiam a classificação de facções criminosas como organizações terroristas pelo governo federal. O levantamento, com 2.004 entrevistados, registrou divisão sobre a medida adotada pelos Estados Unidos e a influência de Flávio Bolsonaro na decisão

Maioria dos brasileiros defende que governo federal classifique facções criminosas como organizações terroristas
AFP via Getty Images

Uma maioria de 60% dos brasileiros concorda que o governo federal deveria classificar facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas. O dado integra levantamento da Quaest realizado entre 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistados a partir de 16 anos, margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95% (registro TSE BR-07661/2026).

A percepção pública diverge quando o tema é a classificação dessas mesmas organizações pelo governo dos Estados Unidos: 45% concordam com a medida e 45% discordam, enquanto 10% não souberam ou não responderam. Na prática, a administração de Donald Trump oficializou a classificação de grupos criminosos brasileiros como terroristas em junho, após o anúncio da decisão no final de maio.

O cenário divide opiniões institucionais. Enquanto defensores da medida argumentam que a classificação amplia a cooperação internacional, especialistas em segurança alertam para possíveis riscos à soberania nacional.

A pesquisa também investigou a influência política nesse processo. O anúncio dos Estados Unidos ocorreu um dia após a reunião entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Sobre esse ponto, 47% dos entrevistados acreditam que o parlamentar influenciou a decisão de Trump, enquanto 37% negam a participação e 16% não souberam responder. Metade da população afirmou ter conhecimento do encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente americano ocorrido no fim de maio.

No bloco de intenções de voto para o primeiro turno, Lula detém 39% e Flávio Bolsonaro 29%. Em um eventual segundo turno, os índices sobem para 44% para Lula e 38% para Flávio Bolsonaro. O levantamento indica ainda que 48% desaprovam a gestão de Lula, contra 47% de aprovação.

Outros indicadores apontam que 55% dos cidadãos acreditam que a implementação de tarifas alfandegárias pelos Estados Unidos impacta suas vidas. No campo político, 12% dos respondentes afirmam que a relação com Vorcaro reduz a intenção de votar em Flávio Bolsonaro para a presidência.

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