Maioria dos eleitores avalia que Flávio Bolsonaro errou ao solicitar financiamento para filme sobre Bolsonaro
Pesquisa Quaest indica que 65% dos eleitores consideram errado o pedido de financiamento do senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse. O levantamento, com 2.004 entrevistados, aponta que 58% suspeitam de ocultação de crimes no caso do Banco Master. No cenário de segundo turno, Lula lidera com 44% contra 38% do senador
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A maioria dos eleitores avalia que o senador Flávio Bolsonaro (PL) errou ao solicitar financiamento ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, obra sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com levantamento da Quaest, encomendado pela Genial Investimentos, 65% dos entrevistados acreditam que o parlamentar deveria ter evitado a transação, enquanto 17% consideram que a atitude não teve irregularidades e 18% não souberam responder.
O levantamento, realizado entre 5 e 8 de junho com 2.004 pessoas, analisou a repercussão de diálogos revelados, mensagens e a visita do senador à residência de Vorcaro, além do repasse de R$ 61 milhões para a produção cinematográfica. Sobre o conteúdo das mensagens, 60% dos participantes afirmam que as conversas levantam suspeitas sobre a relação entre o político e o banqueiro, ao passo que 19% as consideram normais e 21% não opinaram.
A percepção de irregularidade se estende à possibilidade de ocultação de crimes; 58% dos respondentes acreditam que Flávio Bolsonaro pode estar escondendo um envolvimento ilegal no caso do Banco Master, contra 27% que descartam tal hipótese e 15% que não souberam responder. Por outro lado, 62% consideram verdadeira a justificativa do senador de que ele desconhecia o envolvimento de Vorcaro em casos de corrupção, enquanto 26% não acreditam nessa versão e 12% não souberam responder. O senador defendeu a não divulgação da origem dos recursos alegando a existência de uma cláusula de confidencialidade no contrato de financiamento.
Quanto ao impacto nas intenções de voto para a Presidência da República, a relação com o banqueiro diminui a vontade de votar no senador para 12% dos brasileiros, enquanto para 6% a vontade aumenta. A maioria, 76%, afirma que o vínculo entre Flávio e Vorcaro não altera sua decisão de voto. Ao serem questionados especificamente sobre a revelação dos diálogos e do financiamento do filme, 12% disseram que a intenção de voto diminuiu, 6% afirmaram que aumentou, 26% continuariam votando nele e 50% já não votariam de qualquer forma, com 6% de indecisos.
O impacto institucional do "Caso Master" também foi mensurado, indicando que a percepção de que a família Bolsonaro foi a mais afetada negativamente subiu de 9% em maio para 16% em junho.
No cenário eleitoral geral, o presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto em todos os cenários. Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula soma 44% contra 38% do senador, com 14% de votos brancos, nulos ou abstenções e 4% de indecisos. No primeiro turno, a vantagem do petista é de 39% contra 29% de Flávio Bolsonaro.
Em outros cenários de segundo turno, Lula mantém 45% das intenções de voto contra 31% de Renan Santos (Missão) e 45% contra 35% do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Já em um confronto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente Lula aparece com 45%, enquanto Caiado soma 44%.
A pesquisa apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-07661/2026.